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A amizade
Humberto Machado Rodrigues As criaturas em meio à sociedade humana do planeta Terra, no sentido mais amplo e genérico que se possa imaginar, mergulham entre si em relacionamentos díspares e multifacetados,que variam dentre os mais diferentes tipos de exteriorizações,estendendo-se desde as formas mais inferiores e negativas até às mais superiores e positivas.Trata-se de uma verdadeira amálgama, cristalizando-se na mistura de sentimentos um todo que se constitui na própria sociedade humana.Dir-se-ia, portanto, que o sentimento é o apanágio e a mola propulsora da alma. Gastar-se-iam milhares de páginas em volumoso livro, para dissecar todos, ou os principais, sentimentos que dinamizamos seres humanos, mas basta citar um, o mais belo, o mais profícuo, que é o sentimento da amizade pura,autêntica e incondicional. Grandes figuras da história da humanidade souberam pôr em prática esse tipo de amizade que, infelizmente,continua tornando-se tão raro! Foi pensando em Antonio Cottas, perante o 140aniversário de sua desencarnação, ocorrida em 12 de junho de 1983, foi pensando nele, no recesso de meu gabinete, que me senti impelido a divagar sobre a amizade incondicional, porque ele foi um praticante exemplar desse nobre sentimento. Em retribuição a essa postura exemplar, ele também desfrutou de amizades incondicionais, como as Roberto Dias Lopes, Emir Nunes de Oliveira e muitos outros grandes amigos que a ele se dedicaram.Apesar disso, ele teve também traidores, que mostraram as suas garras na década de 1940, mas esses traidores nada conseguiram. Por que? Porque dentro do Racionalismo Cristão o mal jamais triunfará sobre o bem! Em se falando de Antonio Cottas não poderia deixar de enfatizar com orgulho que ele foi para mim mais pai do que tio. Custeou meus estudos desde o jardim de infância até o último ano da Faculdade de Direito do Rio de Janeiro, deu-me exemplos os quais procuro me esforçar para seguir, embora reconheça que não posso ser igual a ele e nem possuir a sua grandiosidade. Minha querida mãe, sua irmã, também foi por ele criada e educada. Ela casou-se em 1924 no lar de Antonio cottas e acabou desencarnando no mesmo lar, em 1976. Seu casamento, em 1924, foi honrado com a presença do Mestre Luiz de Mattos, que fez na ocasião um brilhante discurso de improviso. Assim sendo, todos os anos, no mês de junho,Antonio Cottas será lembrado por mim na primeira página de A Razão. Seu nome será sempre enaltecido,nessa data, em sessão pública na Casa-Chefe e nas Casas Racionalistas Cristãs. Seu nome será sempre consignado em ata da reunião mensal do mês de junho. A maior homenagem que podemos prestar a esse grande espírito é seguir seus exemplos e lutar pela Grande Causa do Racionalismo Cristão. O que mais se poderia dizer de Antonio Cottas? Muita coisa, mas para isso ter-se-ia que gastar todas as páginas de A Razão e ainda muito mais páginas.Todavia, no espaço limitado de um artigo, procurei sintetizar tudo que me veio à alma. Nesse momento,alteei meu pensamento, confundindo-me com vibrações astrais superiores. Finalizo, proclamando:Antonio Cottas, tua Doutrina não soçobrará,porque leis são leis e ela partiu do Espaço Superior, e não do planeta Terra, e, por isso, haverá sempre nos meios racionalistas cristãos aqueles que saberão pôr em prática os sentimentos de amizade autêntica em favor dos nobres ideais da tua Causa Espiritualista! (Publicado na edição de junho de 1997) (O autor é Presidente Internacional do Racionalismo Cristão) |
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