|
A Doutrina na História
Dentro de pouco tempo, não mais que cinco anos, estaremos em meio à alegria de ver a Doutrina do Racionalismo Cristão comemorar seu primeiro centenário de vida e de intenso, ininterrupto e profícuo trabalho em prol da humanidade. Sem dúvida um feito de enorme e transcendente significação. Enorme, no sentido de que foi capaz de reunir em um mesmo contexto doutrinário tudo o que é dignificante para o ser humano à luz da moderna civilização.
Penso residirem nesse ponto o sentido e o significado de transcendência de que se reveste, sem necessidade de recorrer a simbolismos exóticos ou a ginásticas mentais de exercícios místico-metafísicos. Não obstante, de grande amplitude e profundidade de compreensão.
Vale dizer que se trata de algo que efetivamente veio para ficar, ao verificar-se hoje no seu devir histórico, provar que superou de fato o meramente episódico, o apenas circunstancial, mas concomitantes fatos objeto de registro histórico, ocorridos naquele alvorecer do século XX, no quadro de um Brasil ainda em meio ao processo de rejuvenescimento, na plena emergência republicana.
Pois é justamente naquele momento que veio ocorrer o acontecimento marco de um novo momento, diríamos, uma nova era, para o Brasil, com a instalação da primeira Casa Racionalista Cristã no planeta Terra, na cidade de Santos, São Paulo, em 1910.
De outro modo, sabemos ser a História construída também de fatos significativos, mas que o próprio tempo tratou de tomá-los em algo apenas episódico, e cuja relevância os fez merecedores também de figurar no seu panteón. Não é o caso da nossa Doutrina, que, uma vez consolidada, segue o rumo da perenidade.
Ao lado e simultaneamente ao processo histórico segmentado, figura também o registro das realizações permaneceram para dar continuidade ao processo evolutivo da vida. O Racionalismo Cristão destaca-se das demais outras tantas realizações do conhecimento humano, porque, uma vez iniciado, não conheceu a estagnação. Ao contrário, cresceu e evoluiu.
Hoje, as Casas Racionalistas Cristãs estão presentes na quase totalidade dos Estados do Brasil, tendo ultrapassado as suas fronteiras, em vários pontos dos principais países, em quase todos os continentes.
Os registros mais recuados no tempo da História do Racionalismo Cristão, que datam da primeira década do século XX, contam as citações de depoimentos de época que nos informam acerca da influência irradiadora e intuidora do pensamento de grandes vultos da História Cultural e Política na orientação dos trabalhos encetados por Luiz de Mattos e Luiz Alves Thomaz para a implantação no Brasil.
Primeiramente dos princípios doutrinários seguidos da organização física e disciplinares necessários à criação, implantação e desenvolvimento do Racionalismo Cristão, no planeta. Daí dizer-se com freqüência haver sido a Doutrina Racionalista Cristã idealizada e concebida primeiramente no Espaço, em plano Superior, entende-se muito além da atmosfera terrestre.
Do espaço, na ação intuidora, além de Antonio Vieira, líder da plêiade, figuram os nomes de Luiz Vaz de Camões, Camilo Castelo Branco, Pinheiro Chagas e Custódio José Duarte e outros.
A Luiz de Mattos coube a Codificação dos Princípios assim como a sua difusão feita daquela data em diante até 1926. A partir daí a direção do Racionalismo Cristão na Terra contou com a figura ímpar de Antônio Cottas, por designação pessoal de Luiz de Mattos.
Antônio Cottas continuou a obra do seu Mestre, amigo e sogro, continuidade assegurada hoje na pessoa de Humberto Machado Rodrigues.
Obra que constituiu principalmente na realização das sessões públicas, verdadeiros laboratórios de "limpeza psíquica", que desde então foram realizadas sem interrupção. Nessas sessões são produzidos e prodigalizados conhecimentos da Doutrina com base na sua enorme bagagem de informações sobre a vida psíquica e a sua relação direta com a vida física dos seres humanos, processo do qual a noção sobre a importância do pensamento é de fundamental importância.
Importa esclarecer também o quanto essas informações devem às pesquisas científicas e filosóficas desde então desenvolvidas.
Sérgio G. Lima
Página principal | Arquivo
|