A educação deve ir do berço à fase adulta

Maria Cottas

O mundo da criança é um mundo de sonhos e fantasias, de ternura que encanta pais, avós, a família inteira. Todos ficam em volta desse pequenino ser, deslumbrados com sua graciosidade e meiguice. Todavia, pelo desconhecimento da vida espiritual, que envolve a maioria das pessoas, poucas sabem que a animar um corpo humano pode haver um espírito calejado por conquistas feitas em outras existências e que encarna para ajudar a humanidade com sua experiência, ou um outro menos evoluído, com atributos a desenvolver e imperfeições a serem superadas em múltiplas encarnações.

Sob a capa das aparências da infância, estão por vezes escondidos erros trazidos de outras encarnações, que irão acumular-se em escala progressiva durante a vida, caso não sejam combatidos com inteligência, muito amor e habilidade. Por isso, a educação no lar deve ter início no berço e prosseguir até a fase adulta. Ela é feita com as lições aprendidas com os pais no dia-a-dia e, sobretudo, os bons exemplos que devem dar aos filhos.

Até os sete anos, a criança não tem noção exata da realidade física que a cerca. A partir dessa idade raciocina, sabe distinguir o bem do mal. Nessa fase importantíssima do viver terreno, que se estende até a mocidade, é fundamental que os pais estabeleçam entre si ações que conduzam os filhos ao crescimento espiritual e ao aperfeiçoamento intelectual contínuo, para que cheguem à madureza aptos a assumir as responsabilidades próprias desse período da vida, e, à velhice, com o sentimento do dever cumprido.

O esclarecimento espiritual conscientiza o ser sobre a importância do bom aproveitamento da existência neste mundo cheio de misérias, mas também pleno de fatos sublimes, que alegram e confortam a alma.

A juventude educada dentro dos princípios racionalistas cristãos e que segue seus ensinamentos jamais se corromperá, por trazer no âmago as virtudes morais que recebeu dos pais, preparada, pois, para enfrentar com ânimo forte as asperezas da vida.

 

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