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A grande confusão
Luiz Reis Ormonde Se só houvesse matéria no Universo, ele deveria estar encolhendo Certa vez alguém perguntou-nos: quer dizer que você acredita em espírito mau? A pergunta, feita exatamente com essas palavras, continha doses idênticas de surpresa, ironia, descrença no fato de que eu, bem considerado por essa pessoa, assim imagino, pudesse pensar dessa forma. Não havia agressividade, posso afirmar. Respondi: “Não é bem assim!” Preparei-me para a possibilidade de poder explicar melhor, mas essa possibilidade não se apresentou e, sabendo que meu interlocutor não concorda com o espiritualismo, conduzi a conversa para outro assunto. Não esqueci o incidente e cabem aqui algumas reflexões a respeito, pelo fato de muitos julgarem misticismo a simples menção a espírito mau. A humanidade não raciocina. Tem preguiça e prefere implorar a quantas divindades puder imaginar existirem. Hoje, cosmologistas como Stephen Hawking divulgam, de forma acessível, noções científicas de expansão do Universo, possibilidade da existência de outros universos, viagens de um universo para outro, buracos negros no Universo que sugam tudo a seu redor etc. Seja ousado, caro leitor. Por que Hawking pode ser ousado e falar de viagens entre um Universo e outro, viagens no tempo e você, baseado em experiências de mediunidade observadas ao longo da história da humanidade, não pode perceber que a matéria não pensa, quem o faz é a partícula da Força Criadora, denominada espírito? Ele é chamado de cientista porque pensa. Faça o mesmo. Pena que Hawking não seja espiritualista ou pelo menos não o divulgue. Esqueça hipotéticas divindades. O Universo é todo compreensível cientificamente. Individualize a Força Criadora que incita a matéria, essa matéria que cientistas como Hawking estudam, e vá mais além. Descubra quem é você. Um espírito em evolução, que, um dia, desligado de interesses em coisas apenas desse planeta, vai continuar sua existência em outros planos, quem sabe outros Universos. Quero ver de perto um buraco negro. Você não? Podemos até ir juntos. Mas antes vamos ter que aprender a viver aqui, aprender a não fazer guerras, a não nos deixar vencer pelo cansaço, a não procurar em comprimidos denominados antidepressivos a nossa felicidade. Só por existir, estar auto-consciente de sua existência, você já deve sentir-se feliz. Os animais muito primitivos nem sabem que existem, não se reconhecem nem na frente de um espelho. Dissemos os animais muito primitivos porque chimpanzés, por exemplo, sabem que a imagem no espelho é a dele. Você, que não conhecia o Racionalismo Cristão, que hoje comprou numa banca de jornais o nosso jornal, estude essa Doutrina. Cogita-se, atualmente, a existência do chamado éter, ou seja, aquilo de que é constituído o Universo, pensando apenas materialmente, dizemos nós. Da mesma forma que o som se propaga em ondas no ar (no vácuo não há som), a luz, que também tem comportamento ondulatório, deve, provavelmente, propagar-se em algo. Que algo é esse? O éter? Qual a sua constituição? Será ele, (perguntamos) matéria extremamente, absurdamente diáfana? E o que organiza a matéria, diáfana ou não? Algum princípio mantenedor das leis físicas pela sua essência? Princípio esse capaz de evoluir em nosso Universo à medida que rege, incita matéria em transformação? Se só houvesse matéria no Universo ele deveria estar encolhendo, pois a matéria estaria sendo atraída pela matéria e toda ela iria aglomerar-se num só ponto. Como pode o Universo estar em expansão se a matéria tende a atrair matéria, como bem sabemos? Porque o que está em expansão é aquilo em que a matéria está imersa. Esse "algo" ou "éter" ou "energia escura", como a chamam atualmente, é, provavelmente, matéria absurdamente diáfana mas, também, como toda matéria, que sozinha não tem vida, repleta de algo mais. Se é matéria, mantém-se organizada por leis. Leis ditadas por quem? Por algo que antecede, interpenetra, se sobrepõe, organiza, incita a matéria. Aquilo que no Racionalismo Cristão chamamos Força Criadora. A Força Criadora, ao longo das transformações da matéria, acaba por individualizar-se e, quando em corpo humano, ganha a denominação de espírito. Você. Já sabemos por que acreditar em espírito! Em ocasião oportuna conversaremos sobre por que mau... ou bom como Mahatma Ghandi. Ficou curioso? Satisfaça sua curiosidade. Repetimos: estude o Racionalismo Cristão. (O autor é militante da Casa-Chefe, médico da UFRJ, professor adjunto da UGF) |
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