![]() |
![]() |
|
A heroína
Paulino Pacheco Por volta do século XV, a França não era nação unificada, a violência predominava no País, porque o rei da Inglaterra desejava a coroa francesa. Duque de Borgonha, aliado dos ingleses, dominava grande parte da França e o restante da população defendia o delfim Carlos, que era herdeiro do trono francês, mas ainda não tinha sido coroado.Joana d'Arc nasceu em 1412, na aldeia lorenense de Domremy. Chamada de A Donzela de Orleans, com freqüência ficava envolvida numa grande Luz e recebia intuições por meio de vozes, visto ter as mediunidades vidente e auditiva, com o objetivo de levar o delfim a Reims, para ser coroado. Conseguiu um corpo de tropas, depois um exército, e cumpriu a missão. Joana, à frente das forças reais, tomou várias cidades, mas, ao atacar um dos fortes de Paris, seu exército encontrou resistência, e a jovem foi obrigada a desistir desse combate, sofrendo um pequeno ferimento na perna, por uma flecha. Antes de atacar Orleans, Joana enviou uma mensagem aos invasores, para que abandonassem a cidade e retornassem ao seu país. Quando procurava defender Compiégne foi traída pelos seus, inclusive pelo homem que ela fez rei, e caiu nas mãos dos borgonheses, que a venderam aos seus aliados ingleses; estes submeteram-na ao julgamento de um tribunal eclesiástico presidido pelo bispo de Beauvais, Pedro Cauchon. Joana se defendeu com naturalidade e inteligência, mas os fanáticos e perversos religiosos daquela época julgaram-na feiticeira e herética, porque via luzes e ouvia vozes. Num ato de selvageria, a jovem heroína foi queimada viva, em 30 de maio de 1431, em Ruão por decisão dos juízes daquele tribunal. (Edição de outubro de 1997) |
|