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A incessante busca do equilíbrio perfeito
O habitante deste mundo terá que se afastar dos extremos
Dando seqüência aos nossos estudos sobre os Atributos do Espírito, discorremos nesta oportunidade sobre o Equilíbrio Mental e sobre a Lógica. Antes de adentrar no tema que escolhemos para sobre ele dissertar, faz-se mister que teçamos algumas considerações acerca do equilíbrio em si.
Quando pensamos em equilíbrio vem à nossa mente toda uma conjuntura ligada ao universo, à inteligência universal e às leis naturais e imutáveis que tudo regem. Tem-se, então, plena consciência de que algo maior rege, de uma forma perfeita, toda a imensidão universal, fato que nos leva a raciocinar que os habitantes terrestres integram, também, este Todo Universal e bem assim outras incontáveis civilizações dispersas por milhões e milhões de planetas e galáxias que fazem parte deste imensurável conjunto.
Podemos dizer, então, sem receio de erro, que o espírito é uma miniatura desse Todo Universal e, para sermos mais corretos, podemos afirmar que o espírito é uma partícula da Inteligência Universal que, tendo iniciado sua evolução na estrutura do minúsculo e invisível – a olhos nus – átomo, deu seqüência à dita evolução, numa ordenada escala evolutiva, no reino mineral, passou para o reino vegetal e, por fim, alcançou o reino animal, até galgar o reino hominal, onde evolui por milhares e milhares de anos, em centenas e milhares de reencarnações.
Como o átomo é egresso da Inteligência Universal, pode-se afirmar que, dela partindo, evolui em inúmeros corpos celestes até atingir a capacidade de integrar, novamente, essa Inteligência Universal em condições de grande evolução.
Como as leis naturais e imutáveis são perfeitas e não concebem erros ou equívocos, há que se admitir que nelas existe o equilíbrio perfeito, e se o ser humano é uma partícula da Inteligência Universal e está sujeito às mesmas leis naturais e imutáveis que regem todo o universo, forçosamente terá que procurar, sempre, dito equilíbrio, adotando a denominada lei do equilíbrio.
Assim, como se sabe que o ponto de equilíbrio situa-se no centro, terá o habitante deste mundo Terra escola que se afastar dos extremos, deixando de ser extremista em suas atitudes e comportamentos, aproximando-se, com denodo, do ponto de equilíbrio.
Nessas circunstâncias, se está referindo ao equilíbrio mental que é oriundo dos sentidos do temperamento de cada um, da serenidade e da compreensão da exatidão e justeza na apreciação dos fatos, frente às realidades, por vezes duras, da vida.
Não resta dúvida de que a segurança e abstenção da prática dos erros comuns são as armas mestras do equilíbrio mental, coadjuvadas pelos comportamentos de calma, de serenidade, de moderação, com o uso de atitudes ponderadas, embaladas na reflexão, no critério justo e no bom senso, não se esquecendo que a lapidação dessa faculdade depende muito dos cuidados e interesses do espírito, em cada fase encarnatória, sem se perder de vista a primazia absoluta que veio o espírito buscar neste cadinho
depurados de almas.
Outro fator que complementa o equilíbrio mental reside no viver terrestre dentro dos princípios da lógica, primando o vivente para uma acurada postura de conservar sempre coerência nas atitudes, congruência e ordenação das idéias e pensamentos que conduzem a uma boa educação e a bom aprimoramento espiritual que, por certo, desaguarão na formulação de conjecturas em bases firmes, certas, objetivas e reais.
Vantuil Fazollo
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