A maior riqueza não está nos bens materiais

Edgar Rodrigues

Quando pensamos em riqueza, o que pode vir ao nosso raciocínio?
Para os que são totalmente ligados à matéria vêm as grandes propriedades, o dinheiro, os carros importados, as viagens e tudo mais que a matéria pode oferecer a eles.

E para nós, espiritualistas, quais seriam essas riquezas?

Aqueles que já conhecem a espiritualidade sabem o que seu espírito veio fazer no planeta Terra e o que realmente é válido durante esse capítulo na vida eterna do seu espírito. O raciocínio é totalmente diferente, porque riqueza para nós vem da nossa vivência e das experiências adquiridas durante nossa encarnação.

BOAS OBRAS. A verdadeira riqueza está no aprendizado que podemos ter, nas boas obras que podemos realizar, nos exemplos que podemos dar, no amor espiritual que sentimos pelos entes queridos, no trabalho digno e bem realizado e na paz espiritual que podemos alcançar ao efetuar todas essas tarefas e sentir em nosso eu espiritual a satisfação do dever cumprido, a leveza e a alegria que isso nos proporciona.

Infelizmente a humanidade sofre porque não conheceu ainda o real significado de riqueza e o que é ser alguém realmente rico.

Quantas pessoas existem no mundo que são ricos materialmente e pobres em espiritualidade, não se conhecendo como um ser espiritual que veio viver uma experiência material e aproveitar de forma correta todo seu arsenal material para esclarecer seu espírito ao usar tudo que tem de maneira digna, altruísta, honesta, valorosa, para pensar também no auxilio ao seu semelhante com as possibilidades que tem em suas mãos.

Muitos deles perdem a encarnação, porque só enxergam o que seus olhos físicos podem ver, o que suas posses podem lhes dar para satisfazer o seu ego, a sua vontade desregrada, sem se lembrar que, quando desencarnarem, tudo aquilo pertencente a este mundo físico irá ficar e nada daqui poderão levar.
Tornam-se escravos da matéria e seres que vivem em total infelicidade.

Claro que existem também espíritos pobres materialmente, mas riquíssimos em espiritualidade, pois são pessoas conscientes, trabalhadoras, honestas, dignas, que cumprem seu dever e sempre que podem procuram ajudar a todos que necessitam de uma palavra amiga, estendem sempre a mão para ajudar o seu semelhante a se colocar novamente em pé para seguir a sua caminhada adiante.

São essas pessoas que sempre têm um sorriso no rosto e alegria de viver, e cultivam sempre o bom humor, são agradáveis, e mesmo nos momentos difíceis estão de fronte erguida, otimistas e convictas de que tudo pode ser mudado e resolvido com sabedoria.

BONS EXEMPLOS. Quantos espíritos com esse perfil passaram pelo nosso planeta e deixaram um rastro luminoso de belos exemplos para serem estudados, admirados e seguidos. Vejamos Luiz de Mattos, Luiz Thomaz e Antonio Cottas, os maiores exemplos que temos dentro do Racionalismo Cristão, que foram espíritos batalhadores, empreendedores e realizadores da codificação à consolidação desta maravilhosa Doutrina no nosso mundo-escola.

Pensando em tudo que esses três pilares da Doutrina fizeram em suas vidas físicas, deixando esta riqueza incomensurável que é o Racionalismo Cristão, pergunto: que riqueza podemos deixar para os nossos semelhantes?

Tudo que é possível realizarmos depende somente do nosso total empenho e real força de vontade para que as obras possam nascer, crescer, fortalecer-se e servir para o nosso esclarecimento e o esclarecimento de todos os nossos semelhantes.

(O autor é diretor secretário da Filial Fernandópolis, SP)
 

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