|
A memória está falhando? Hora de procurar o médico
Thereza Freire Vieira
A medicina tem melhorado muito a vida do ser humano, em quantidade de anos e
também em qualidade. Há coisas, porém, que a medicina não pode fazer sem a
ajuda do indivíduo, e apenas ele, respondendo com boa vontade, com
interesse, poderá melhorar as suas condições físicas e mentais.
A maioria dos que envelhecem se preocupa com o declínio da memória, mas, no
início, na fase do "me esqueci", quando vai à cozinha e se esquece do que
foi fazer lá, ou como se esquecer onde colocou a chave, enfim, coisas
pequenas que não irão prejudicar em nada as suas atividades cotidianas, não
deve preocupar-se, porque pode acontecer com os jovens. Deve, porém,
procurar um médico quando vai ao Centro da cidade e não sabe voltar para
casa ou deixa o fogo aceso e sempre se esquece de apagá-lo. São coisas que
podem acontecer casualmente, mas, se persistirem, tornando-se um hábito, é
porque realmente está havendo declínio progressivo da memória. São coisas
que, se descobertas no início, poderão ser corrigidas, ou melhoradas.
É bom procurar um médico para uma avaliação. Não espere para ir ou para
levar os seus idosos ao médico quando já estiverem com uma síndrome
demencial.
Se seguissem orientação profissional quando surgissem os sintomas do
climatério, as mulheres poderiam ter vida ativa, continuar seus trabalhos e
atividades habituais, sem os problemas que advêm do desequilíbrio hormonal,
e entrariam sem grandes sintomas na velhice.
Há muitas coisas que podem ser feitas para manter a memória o melhor
possível. Hábitos que para muitos nada têm a ver com a memória, mas que,
seguidos, vão melhorar as condições físicas e mentais, como por exemplo a
prática de esportes, ou pelo menos uma caminhada de 30 minutos diariamente,
uma dieta equilibrada, normal, com verduras, legumes, frutas e proteínas – o
idoso pode comer queijo tranquilamente, sem medo de prejudicar a memória.
Manter um sono normal também é muito bom para a melhora da memória, pois, se
a pessoa não tem o sono normal, como é que o cérebro vai assimilar as coisas
que aprendeu durante o dia?
(A autora é médica geriatra)
Página principal | Arquivo |