A Razão: um sonho, um jornal

Heloisa Ferreira da Costa

O que é um jornal? É uma gazeta diária, um periódico, escritos em que se relatam os acontecimentos do dia-a-dia. Com o advento da Internet questionou-se o fim da imprensa escrita, mas isto talvez nem aconteça, evidências têm demonstrado um convívio harmônico e pacífico entre ambos.

E qual a importância de um jornal, alguém morreria por um? Talvez, meu querido leitor, possa parecer difícil entender, mas se mudarmos a forma de ver esta pergunta e questionarmos se alguém morre por ver um sonho destruído, aí com certeza seria mais fácil entender por que Luiz de Mattos desolou-se tanto e tinha o poema "Amigos", de Camilo Castelo Branco, sobre a sua mesa de trabalho. Diz um adágio popular: "Deus me livre dos sonsos, que dos atrevidos me livro eu!" Teve que ver seu querido jornal sucumbir por inépcia e ignorância de "amigos de ocasião", moscas-mortas que, na calada da noite, fizeram das suas por ganância material.

A dor moral tem proporções inimagináveis, muitas vezes a dor parecerá insuportável, as perdas insuperáveis, os obstáculos intransponíveis, mas, com convicção e determinação, descobrimos que somos maiores que tudo isso e, no final, celebraremos nossas vitórias – assim está acontecendo.

Tudo isto é passado e o que importa é que o sonho resistiu e frutificou. O esclarecimento da humanidade sempre foi prioridade para Luiz de Mattos e, como jornalista, não poderia ele achar melhor meio de divulgar a Doutrina que codificou como um jornal. Assim também como para Felino Alves de Jesus isso seria mais bem executado por uma rádio. Que justiça astral estamos presenciando em 2006, a Rádio A Razão podendo ser ouvida em todo o mundo e agora o retorno do jornal A Razão às bancas de jornais, ampliando seu raio de ação para fora das casas racionalistas cristãs e levando o esclarecimento às mais variadas classes sócio-econômicas. São as atitudes que escrevem a nossa história e não nossas expectativas. Portanto, esse grande espírito alcançou seu objetivo; cabe a nós alcançar o nosso.

Criamos o tempo todo saúde ou doença, felicidade ou infelicidade, sucesso ou fracasso. Por isso é preciso basear o pensamento na busca da verdade, no correto pensar e agir. Tudo o mais virá por acréscimo. Estes maravilhosos ensinamentos não se encontravam ao alcance da compreensão da humanidade, e com o surgimento de uma Doutrina simples e objetiva ficaram disponíveis porque surgiu uma mente capaz de os transmitir. Um espírito que sonhou um sonho que parecia impossível encontrou outro (Luiz Thomaz), que o encorajou sobre sua sanidade e sagacidade, e hoje se tornou o sonho e responsabilidade de todos os racionalistas cristãos, mudar a forma de o ser humano viver na Terra, com mais tolerância, controle, conhecedor de sua constituição física e espiritual e de seu objetivo no processo evolutivo, cuja meta é confundir-se com o Grande Foco, e que esse processo acontece quando o espírito luta contra suas fraquezas e os vícios vindos de encarnações passadas.

Os sonhos, de uma maneira ou de outra, quando agimos com serenidade, empenho e persistência na sua consecução, sempre se realizam, não necessariamente da maneira como a nossa ilusão os idealizou. Realizar a essência é sempre mais importante.

Noventa anos se passaram do primeiro exemplar, quanta felicidade não sentiram seus idealizadores ao segurar pela primeira vez seu sonho nas mãos! E agora, o júbilo espiritual por tudo que vem acontecendo, e nós, racionalistas cristãos, que assumimos esse projeto de vida em nossos mundos próprios, companheiros espirituais que somos, uma família única, sejamos espíritos de talento! Indivíduos que empenham seu cérebro e seu coração na arte de aprimorar sua obra e, com isso, aperfeiçoar a si mesmos. Ter talento não é ser gênio, é apenas ser alguém que não se contenta com a estagnação e não pára de evoluir, como profissional e como pessoa.

Nesse sentido, é alguém que apenas atende ao apelo do destino do próprio ser humano; o do desenvolvimento permanente. Sejamos especiais não porque somos diferentes, mas por ser pessoas dotadas de algo que todos podem ter: a percepção do que realmente deve ser feito e o senso de responsabilidade que obriga à realização de uma obra cada vez melhor.

(A autora é militante da Filial Belo Horizonte, MG)

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