Abandone o orgulho e abrace a humildade

Luiz de Mattos
O Codificador

Todas as pessoas têm obrigações a cumprir, sem qualquer exceção. São consideradas parasitas as que pensam não ter deveres, por achá-los inúteis. As honradas dão muita importância aos compromissos que assumem. Assumir obrigações e cumpri-las é condição natural da vida e uma necessidade, pois o ser humano não está neste mundo para sobrecarregar o semelhante com sua indolência. Se veio para trabalhar e, assim, fazer seu progresso espiritual, que o faça com prazer e alegria, que fique satisfeito por ter que trabalhar.

Há seres que se acham inferiores aos demais, sentem-se à margem da vida, conformam-se com as amarguras que carregam no íntimo. Ninguém é inferior a quem quer que seja. Os que se julgam inferiores cavam com pensamentos negativos a própria infelicidade. Todos têm valor de acordo com a bagagem espiritual e a instrução recebida, cada qual no seu mister. Possuem raciocínio para comportar-se com valor e prudência, e, dentro das possibilidades, ser úteis e felizes.

Muita gente busca a felicidade onde não pode ser encontrada, apesar de ela muitas vezes estar mais perto do que julga. A luta – sempre repetimos – é a vida destinada ao ser humano na Terra. Entreguem-se então à luta pela vida com pensamentos de valor, com coragem e desprendimento. O orgulho e a vaidade são pedras encontradas no caminho da evolução e devem ser transpostas com humildade. Não há motivo para alimentarem orgulho, a não ser quando se sintam úteis, quando a consciência lhes disser que são prestativos, quando somente praticarem o bem. Esse tipo de orgulho é benéfico, por refletir a alegria interior proveniente das boas ações produzidas. Assim como é danoso o orgulho por se achar superior ao semelhante, a vaidade, por seu turno, também prejudica o ser. Nada como a simplicidade, por mais alta que seja a posição social. Quem é simples, quem sabe onde pisa e o que faz irradia simpatia e confiança em torno de si.

As pessoas podem errar, porque estão sujeitas a isso. O que não devem, nunca, é cometer erros propositais. Se errarem, não neguem. Assumam corajosamente a responsabilidade sobre as faltas cometidas e procurem evitá-las no futuro, para terem paz interior. Encarem a vida de maneira sensata, ajuizada e laboriosa. Pensem com elevação, deixem o orgulho e a vaidade de lado. Darão passos certos, largos e firmes na busca de mais espiritualidade, estarão conquistando a felicidade que importa, aquela que é obtida quando se faz o bem, quando se é ponderado, moderado e justo.

 

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