Alegria de viver

Lília Rodrigues da Silva Paiva

A vida do espírito, quando encarnado na Terra, é efêmera, pois representa o tempo limite que traçou em plano astral para vir e cumprir mais uma etapa da sua evolução. Quando aqui chega, por meio da encarnação, a primeira coisa com que se depara é exatamente o campo luminoso que envolve a sua genitora, formado pela aura brilhante espelhando o sentimento de amor que ela nutre por aquele que a escolheu como mãe.

Vão os anos passando e o espírito, a cada passo que dá, vai conhecendo, descortinando, desbravando seus próprios horizontes, principalmente quando ele vive em seio familiar em que imperem o amor, a harmonia e todos os sentimentos que contribuem para que a felicidade relativa possa ser vivida.

Aqueles que se reconhecem como parcela do Todo, ou seja, uma partícula da Inteligência Universal, facilmente se identificam com a maravilha que o planeta oferece, propiciando a todos as mais variadas condições de se realizarem tanto em campo material como espiritual.

O ser que sabe viver as duas vidas, material e espiritual, paralelamente, cumpre sua trajetória com grande proveito, pois está sempre bem disposto, imperativo, imbatível nas suas empreitadas e jornadas; não esmorece jamais, pois a sua fortaleza espiritual lhe dá plenas condições de caminhar com passos firmes em uma estrada retilínea que o conduz realmente a um porto seguro.

Então, em radiante liberdade de expressão, dentro de uma conduta exemplar, ele age e interage em todas as esferas, pois reconhece a sua sublime individualidade, que lhe permite viver a vida como ela realmente é: bela, preciosa, tão útil à encarnação do espírito, pois só vivendo bem uma existência é que se prepara as futuras, nas quais o espírito terá condições de aquilatar o seu brilho através das experiências e vivências que farão parte de sua bagagem evolucional.

Às vezes nos deparamos com pessoas que se lamentam e se queixam todo o tempo, como se nada existisse neste belo planeta a não ser areia movediça em que elas se deixam envolver e, assim, não percebem quanto tempo estão perdendo.

O espírito não vem a este mundo para ser um lamuriento, um fracassado, um viciado, mas para lutar, vencer, estudar. É aqui que ele passa a buscar aquilo que seja o seu anseio, o estado de alma iluminada para enfrentar os embates da vida. E ainda tem tempo para vislumbrar a beleza de habitar um corpo, ser empreendedor, transformador, capaz de ir aos confins do mundo, se for preciso, para buscar tudo que o eleve cada vez mais em sua escala evolutiva.

Portanto, tenham todos a alegria de viver, pois cada existência é como um prêmio que o espírito recebe para adquirir o seu brilho intenso, a sua fortaleza para que um dia, quando concluir seu ciclo de evolução na Terra, ao desencarnar deixe para trás um rastro luminoso para os vindouros, e ao chegar a seu plano astral constate que concluiu com glória as etapas terrenas. Assim o espírito tem a felicidade de ver a dualidade das vidas material e espiritual se alinharem em níveis superiores, onde ele constata que todas as vidas vividas foram importantes e, devido a essa importância que foi dada por ele, então por si próprio descortina a amplitude universal a que ele se integrará para começar nova jornada, apenas como Força, Luz e Inteligência, fazendo parte desta grande dinâmica que é a operosidade intensa e vibrante advinda da Força Criadora, que foi seu ponto de origem e que se torna o seu ponto de reencontro.

(A autora é Presidente da Filial Belo Horizonte - MG)

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