| A Lei do
Retorno e suas consequências (3) Reportamo-nos ao processo
reencarnatório, seguindo-se o ato da fecundação da mãe-espírito, encarnada,
que gerará o corpo carnal, como é por todos sabido e que, apesar de parecer
aos olhos dos menos avisados um fato corriqueiro, corrente, vulgar e
habitual, engloba grandes transcendências, eis que representa a composição
de mais uma partícula da Inteligência Universal, dando continuidade à
inexorável evolução que terá, obrigatoriamente, que ocorrer em todos os
reinos, mormente no hominal, de que se cuida.
Após algumas considerações julgadas necessárias para melhor entender-se a
sistemática que envolve o processo evolucionário, volta-se ao tema central
que intitula o presente artigo.
O ambiente materialista terreno é por demais complexo, mas Luiz de Mattos,
ao fundar, em 1910, a Doutrina Filosófica do Espiritualismo Científico,
ciência esta divulgada pelo Centro Redentor, buscou no idealismo da ciência
preconizada por Jesus Cristo os ensinamentos do espiritualismo autêntico que
foi, mais tarde, consolidado por Antonio do Nascimento Cottas.
Entrementes, no decorrer dos 2 mil anos que se passaram, praticamente a
totalidade dos ensinamentos de Jesus restou deturpada para atender
interesses outros, já que as religiões "criaram" a figura dos deuses com
figuras humanas que estariam dispostos a oferecer perdões e a castigar os
incautos, regredindo até aos tempos dos históricos deuses mitológicos e
dificultando, sobremodo, o viver dos terrestres, alheios aos ensinamentos da
verdadeira Doutrina Crística, de seu espiritualismo autêntico, a ponto de
ser ensinado pelas religiões a perpetuidade do paraíso, do purgatório e do
inferno.
O absurdo atinge ponto tal de teorias esdrúxulas, que é vedado falar-se em
Lei do Retorno ou de Causa e Efeito, já que tudo fica no reino dos
mistérios, dos milagres que, segundo os dogmas, não precisam ser explicados
e esclarecidos, já que as coisas de ordem espiritual situam-se no campo das
adivinhações, estariam no "reino de um Deus" de forma materializada, sem
qualquer conhecimento de causa convincente, mas que estão, por enquanto, a
reunir expressiva quantidade de adeptos, totalmente carentes de
esclarecimentos para evoluírem.
Ninguém pode fugir da convicção acerca da existência da Lei do Retorno ou de
Causa e Efeito, sob pena de estabelecer um viver e criar aspectos
desagradáveis que, por certo, redundarão em futuros sofrimentos e dores que,
se não resgatadas na atual encarnação, ficarão inscritos no subconsciente
para resgates em nova reencarnação. Disto não poderia, dentro de uma
realidade, fugir o recalcitrante e obstinado vivente, já que os perdões
prometidos pelos religiosos não existem. São meras fantasias.
Torna-se necessário que se exercite o raciocínio. Quantas vezes conhecemos
pessoas, em nosso convívio, que nasceram fisicamente defeituosas e passam
uma existência com pesados sofrimentos, tudo em conseqüência de defeitos
congênitos. Quer queiram, quer não, ditos defeitos congênitos são
conseqüência de dívidas passadas, de encarnações anteriores, que estão sendo
pagas em encarnação atual. É por isso que as religiões fazem questão de
negar que tais sofrimentos não representam resgates de dívidas anteriores.
Aliás, algumas religiões chegam até, em pleno século da luz, das avançadas
descobertas científicas, a negar a reencarnação, já que, se isto for
admitido, toda uma estrutura secular de ensinamentos contidos nos dogmas e
bíblias que correm o mundo Terra, teria, inapelavelmente, que ser revista.
Que absurdo!
Vantuil Fazollo
O autor é Militante da Casa Chefe
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