Alimentação infantil

Cristiane Gil A. dos Santos

É importante que os alimentos sejam preparados de forma segura, sem contaminação

Durante os seis primeiros meses de vida, o aleitamento materno exclusivo supre as necessidades nutricionais do lactante. O leite materno é composto por vitaminas, minerais, proteínas, glicídios e lipídios, além de substâncias chamadas imunoglobulinas, que dão proteção à criança, contra doenças infecciosas.

Em torno de seis meses de idade, inicia-se a oferta de alimentos complementares, associados ao leite materno. Os alimentos complementares irão fornecer energia, macro e micronutrientes, que não são mais suficientemente fornecidos pelo leite materno, para promover crescimento e desenvolvimento adequados.O leite materno fornece quantidade adequada de ferro até os seis meses de vida. Daí em diante, aumentam as possibilidades de surgimento de anemia ferropriva. Então, deve-se ter atenção ao fornecimento adequado de ferro através da alimentação complementar.

A alimentação complementar corresponde à oferta de outros alimentos e líquidos, de forma cuidadosa, pois pode estar vinculada à presença ou não de doenças, que poderão comprometer a saúde da criança.

É importante que os novos alimentos sejam preparados de forma segura, ou seja, sem contaminação. Pode-se oferecer água tratada, filtrada ou fervida. As frutas, verduras e legumes devem ser devidamente higienizados, a fim de eliminar as sujidades e microorganismos, que podem causar doenças, como diarréias. As diarréias levam à perda de peso e ao comprometimento do estado nutricional.

A introdução dos alimentos complementares deve ser feita de forma lenta e gradual, uma vez que a criança pode rejeitá-los, por serem novos sabores e consistências. A alimentação complementar deve ser intercalada com as mamadas.

Os alimentos complementares podem ser oferecidos na forma de papas salgadas e de frutas. As papas salgadas devem apresentar um alimento do grupo dos cereais e tubérculos, uma hortaliça (legumes ou folhas) e um alimento de origem animal ou leguminosa.

Os grupos de alimentos são:

l Cereais e tubérculos: arroz, aipim, batata-doce, batata inglesa, macarrão, inhame.

l Hortaliças: folhas verdes em geral, abóbora, beterraba, quiabo, tomate, cenoura.

l Frutas: banana, laranja, abacate, mamão, melancia, manga.

l Origem animal: frango, peixe, carne de boi, ovo, vísceras (fígado, entre outros).

l Grãos: feijões, lentilha, ervilha seca, grão-de-bico.

É importante que sejam oferecidos todos os dias alimentos de cada um dos grupos, com variação dos alimentos, dentro de cada grupo. Dessa forma, assegura-se o suprimento dos nutrientes para o bom crescimento e desenvolvimento infantil. Os alimentos de origem animal são fontes de proteínas de alto valor biológico, ferro e zinco. As frutas e hortaliças são fontes de vitaminas, minerais e fibras. Os grãos são fontes de proteínas, ferro e fibras. Tubérculos, raízes e cereais são responsáveis pelo fornecimento de energia. No preparo da refeição, pode-se utilizar óleo vegetal, por ser fonte de ácidos graxos essenciais, energia, e por melhorar o sabor dos alimentos. 

(A autora é nutricionista do Solar Luiz de Mattos, RJ)

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