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Será que os animais pensam?
Depois que dois golfinhos passaram a atender a ordem "Façam algo de criativo juntos", com toda uma série de belas acrobacias, e que papagaios começaram a responder a várias perguntas, cientistas começaram a estudar, mais profundamente, até que ponto vão as semelhanças entre raciocínio humano e a capacidade mental dos animais inferiores. Depois de 15 anos de estudos, a etóloga Irene Pepperberg concluiu que as aves compreendem o que dizemos. Dedicando-se às observações do comportamento do papagaio Alex, diz a cientista que ele responde as suas perguntas e pede desculpas quando nota que disse algo errado. Apesar do aparente ineditismo dessas pesquisas, desde a antiguidade os filósofos demonstravam interesse em saber até que ponto pensar e falar são características que separam o ser humano dos animais inferiores. Em 1637 o pensador francês Descartes afirmava que os animais são autômatos que perambulam pela vida sem qualquer autoconsciência. No século passado, porém, o naturalista inglês Charles Darwin afirmava que outros vertebrados são semelhantes aos seres humanos em sangue e osso, e 1ançava uma pergunta aos que riam de suas descobertas: "Será que essas espécies não partilham com o homem outras semelhanças, como a inteligência, por exemplo?" (Edição de abril de 1993) |
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