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É mais um ano chegando ao fim
Heloísa Ferreira da Costa
Estamos chegando ao final de mais um ano, e a preocupação do Racionalismo
Cristão tem crescido em direção à análise de como podemos aumentar o
interesse da humanidade para esses maravilhosos princípios.
Percebemos que, mesmo dentro de nosso próprio meio social e familiar, não
existe interesse em ao menos tentar dar uma chance ao próprio espírito de
ser um investigador.
As pessoas mostram certa curiosidade, mas têm medo do compromisso,
desperdiçando momentos preciosos para sua evolução.
A religião está sendo cada vez mais questionada, e isso demonstra que as
pessoas estão buscando caminhos. É preciso instigar nos seres humanos a
idéia do aperfeiçoamento moral, a confiança em si mesmos e não em deuses
criados pela sua própria ignorância e imaginação, é preciso que entendam que
existem verdades inconfessáveis e hipócritas na ânsia de sustentar a defesa
de interesses obscuros.
O Racionalismo Cristão não é uma filosofia de
conflitos, nosso objetivo é seguir em frente, sempre em frente, porque o véu
da materialidade ainda é muito denso, proporcionando aos espíritos do astral
inferior aproveitar-se para perturbar e entorpecer os seres humanos, criando
explosões temperamentais, atitudes violentas.
É por isso que temos presenciado no noticiário tragédias incompreensíveis e
inexplicáveis para tantos, porém tão claras para aqueles que conhecem a vida
espiritual.
O progresso humano depende das ações morais e materiais de cada um, e jamais
de exorcismos, rezas ou peditórios. A doutrina racionalista cristã trabalha
por um mundo melhor, e este somente poderá ser construído quando os homens
se dispuserem a ser sinceros, a ter atitudes francas e dignas, a romperem as
cadeias do preconceito. O ser humano deve compreender, acima de tudo, que é
dele próprio que depende o seu futuro, e que, se se conduzir mal na vida,
infringindo as leis da natureza, que são imutáveis, estará construindo o seu
sofrimento e a sua ruína.
Deus precisa ser desmaterializado para ser
compreendido como sendo a Força Inteligente, parcelada em tudo que tem vida
e que vem de fora da matéria organizada. O espírito humano é um receptor de
elementos, de forças invisíveis; é também um expedidor desses elementos.
Torna-se, então, o intermediário das forças do bem ou do mal. Tudo se atrai
pelo pensamento; se bem pensar e agir, nada deve temer, e os infortúnios
nada mais são do que lições que grande aperfeiçoamento proporciona à
partícula evolutiva (espírito).
Um amigo racionalista cristão, num desses dias quando estávamos discutindo
ações dentro da casa racionalista cristã de Marília, disse ao final do
debate: “uma grande amizade é assim, nunca concluímos algo que precisa ser
ainda muito discutido, outros encontros virão...”.
Deixo aqui esta reflexão aos amigos leitores. Vamos continuar a buscar
respostas, trabalhar em direção ao esclarecimento de um número cada vez
maior de seres humanos, procurando difundir a alegria que temos em seguir os
princípios desta Doutrina.
Como disse um pensador, o mundo não é feito de respostas, mas sim de
perguntas.
(A autora é militante da Filial Marília, SP)
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