Antonio Cottas, o amigo de sempre

Antonio do Nascimento Cottas encarnou em Sirvuzelo, distrito de Monte Alegre, Portugal, em 19 de novembro de 1892, trazendo a missão de suceder Luiz de Mattos à frente do Racionalismo Cristão. Com poucos anos de vida física, veio para o Brasil, fez-se comerciante e, em seu comércio, ouvia falar do Centro Redentor e das doutrinações ali explanadas. Certo dia, visitou a Casa-Chefe, por curiosidade, sem se dar conta de que estava apenas dando seqüência ao que havia traçado em plano astral.

O visitante ficou impressionado com as explanações de Luiz de Mattos, quis saber mais sobre o Racionalismo Cristão, voltou à Casa-Chefe, leu livros doutrinários e aproximou-se do Mestre, que reconheceu nele, por intuição, que se tratava de um homem diferente, alguém em quem podia confiar, com quem poderia contar.

Com o passar do tempo, a amizade dos dois estreitou-se, e do carinho paternal do mestre pelo discípulo resultou a aproximação com a família. Homem de hábitos comedidos, sem vícios, correto em suas atitudes, Antonio Cottas despertou a atenção de uma das filhas de Luiz de Mattos, Maria Júlia. Com a permissão de Luiz de Mattos, os dois ficaram noivos e se casaram.

Com a desencarnação de Luiz de Mattos, Antonio Cottas assumiu a direção do Racionalismo Cristão em 15 de janeiro de 1926, com 34 anos. Ainda dividia essa direção com o comando de seus negócios. Em 1929, passou a dedicar-se somente à Doutrina, da qual esteve à frente por 57 anos. Durante esse tempo, consolidou-a, inaugurou casas racionalistas cristãs, foi intransigente na defesa dos Princípios e do patrimônio do Racionalismo Cristão, disciplinado e exigente com relação à disciplina. Foi leal com os companheiros e cultivou amizades.

Antonio Cottas, admirado e respeitado pelos racionalistas cristãos, pelo seu caráter, suas lutas, seu empenho para a divulgação da Doutrina da Verdade, é sempre homenageado na data de seu nascimento.

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