Antonio Cristovam Monteiro

Desencarnou em 2 de outubro de 2007, na cidade do Rio de Janeiro, aos 89 anos de existência física, Antonio Cristovam Monteiro, ou apenas dr. Cristovam, como era comumente citado no meio racionalista cristão.

À luz da espiritualidade, a desencarnação é vista como um lenitivo para o espírito, que, se livrando do corpo físico, que não mais serve à sua evolução, se desliga por completo da matéria que o prende à Terra e retorna ao seu mundo de origem.

Dr. Cristovam mantinha estreita ligação com a Casa-Chefe, em conseqüência do encargo de consultor jurídico do Racionalismo Cristão, que exerceu até o fim de sua vida física. Também até há poucos meses escreveu seu artigo mensal para o jornal A Razão, com o qual colaborou durante muitos anos.

Antonio Cristovam Monteiro, filho de Alfredo Cristovam e Rosa Monteiro Cristovam, emigrantes portugueses que vieram tentar a vida no Brasil, nasceu em 25 de junho de 1918 na cidade de Astolfo Dutra, no Estado de Minas Gerais.

Aos seis anos, veio para o Rio de Janeiro, trazido por sua tia Maria Monteiro, irmã de sua mãe.  Essa senhora o criou como filho e lhe deu instrução. Apesar de ter vindo para a cidade ainda muito pequeno, nunca deixou de ser um homem do campo, simples e dedicado aos pais.

Fez o curso primário na Escola República da Colômbia, cursou o Colégio Pedro II e a Faculdade Nacional de Direito da Universidade do Brasil, bacharelando-se em Direito em 1947.

Ainda estudante de Direito, começou a trabalhar e a freqüentar o escritório de um amigo contador que ocupava uma sala no prédio pertencente ao Racionalismo Cristão, na Rua Miguel Couto, 115, Centro do Rio de Janeiro, onde era o escritório de Antonio Cottas.

Nesse tempo, conheceu Lydia, filha de Antonio Cottas, que freqüentava a Escola de Belas Artes e voltava para casa com o pai, todos os dias.

Antonio Cristovam Monteiro casou-se com Lydia em 18 de janeiro de 1949. O casal teve dois filhos – Alfredo e Rosa Maria – e dois netos – Fernanda e Carlos Eduardo.

Após o casamento, dr. Cristovam intensificou a militância no Racionalismo Cristão, acompanhando e ajudando Antonio Cottas na Doutrina.

Mais tarde, passou a integrar a diretoria da Casa-Chefe do Racionalismo Cristão.

Além da militância na Doutrina, na sua condição de advogado, defendeu o Racionalismo Cristão em inúmeras causas jurídicas.

Embora, residente no Rio de Janeiro, sempre preservou sua ligação com o campo e suas origens.  Após a venda da fazendo dos seus pais em Minas Gerais, continuou ligado ao campo com um sítio no interior do Estado do Rio de Janeiro, onde criava umas poucas cabeças de gado para produção de leite.

Possuidor de cultura admirável, aos 89 anos de idade ainda exercia sua profissão de advogado.

 Em sua atuação em A Razão, manteve durante muito tempo a coluna "Você e a lei", onde respondia questões jurídicas levantadas pelos leitores. Por meio dessa coluna teve reconhecido o seu saber jurídico. Escreveu para o jornal também artigos alusivos à política, aos poderes estatais e à Justiça brasileira, com temas que abordava com sua visão crítica em face das atuações que julgava contrárias ao bem-estar da sociedade.

Certa vez, referiu-se à vontade que tinha de ver o jornal A Razão um gigante como fora durante o período de 1916 a 1921, quando sua publicação era diária e seu conteúdo abrangente a todos os ramos da sociedade, com destaque na atuação política nacional.

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