É apenas uma história

Maria Luísa de Oliveira Buarque Silva

Tenho muitas histórias para contar, mas agora só posso lhe contar uma. Esta história eu vou inventar. Perdoe se ficar “cheia de rabiscos”, mas, acredite, escrevo com a minha alma para você, caro leitor.

Esta história não é nenhum conto de fadas. É para mostrar que tudo pode dar certo ou tudo pode dar errado.

Vou começar dizendo como é a vida.

Primeiro: Você tem que entender que a vida é um quebra-cabeça, com altos e baixos.

Segundo: Não tente crescer. Aproveite cada momento da vida, pois ela é única, em nenhum lugar do mundo você vai ter essa mesma vida. Veja que nem mesmo os gêmeos têm a mesma vida. Eles podem ser parecidos, mas por dentro são diferentes. Isso ensina que ninguém deve tentar ser quem não é. Se tentar fazer isso estará fugindo da sua própria vida. Procure um futuro no qual possa ser você mesmo, sem ninguém interferindo.

Terceiro: Aconteceu uma coisa na minha vida que pode acontecer também na sua. Tento esconder meus erros, mas se os esconder nunca vou aprender, porque é errando que se aprende, e na vida se tem muito que aprender com os outros. Procure entender isso, pois se você não tirar esse erro ou essa dúvida, vai “levá-la para o caixão”, que nem a minha professora diz.

Quarto: Se você está triste, zangado, com raiva, procure conversar com alguém de confiança, como seu pai, sua mãe, seu irmão ou irmã, porque desabafar alivia muito. Experimente.

Quinto: Quando comecei a escrever, minha mãe começou a escrever também. Nesse dia aprendi que podemos influenciar o outro a fazer coisas que ele precisa fazer.

Por enquanto é só isso. Aprendi que, se o escritor está inspirado, escrever se torna um paraíso das letras.

Essa é a minha história. Espero escrever outras, divertidas, para você.

(A autora, 10 anos, é filha de um casal de militantes da Filial Recife, PE)
 

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