|
A prevalência da concepção deísta da humanidade
Vantuil Fazollo
Bem sabemos que há muitso espíritos de elevada evolução tentam, com grandes lutas
físicas, mudar as concepções mentais dos povos terráqueos, via de regra, voltadas para
os gozos e prazeres existentes na Terra e que só fazem atrasar a evolução dos
espíritos que nela encarnam, a ponto de conseguir desviar tais espíritos dos planos
evolucionistas traçados com esmero e, ponderadamente, nos mundos-estágio, em plano
astral, para um período profícuo no decorrer da encarnação planejada.
O próprio Racionalismo Cristão enumera os nomes de grandes espíritos como o de
Maomé, Confúcio, Buda e, por fim, o de Jesus Cristo que, apesar de incansáveis
esforços, não conseguiram desvencilhar-se das idéias seculares da divinização e
estava dado o passo para a formação das religiões, mormente num mundo material como é
a Terra, onde se encontram encarnadas classes espirituais em estados evolutivos
diferentes.
Criaram-se, então, as religiões e com elas a idéia de adoração aos seres
corpóreos, deuses concebidos à imagem dos próprios adoradores, todos, porém, com os
tons subservientes e bajulatórios, à cata de recompensas e, bem assim, do perdão para
as falhas dos praticantes, como se isso fosse feito num passe de mágica e não dependesse
exclusivamente de cada ser encarnado que, tendo livre-arbítrio para viver, responde,
sozinho, pelos seus atos e se sujeita à inexorável Lei do Retorno e à Lei de Causa e
Efeito, via de regra só revista após a desencarnação, quando da análise, através da
memória espiritual, levada a efeito no mundo de estágio, no Astral Superior. Que pena
que esse seja o quadro que envolve a maioria da humanidade!
Além disso, por aguardar coerência com o presente tema, nunca é demais comentar que,
sendo a encarnação, em função da matéria, praticamente um renascimento obtido pelo
espírito, a cada uma que se concretiza deve vangloriar-se tal espírito por ter a
oportunidade de enriquecer cada vez mais a sua personalidade, eis que, tendo
livre-arbítrio, pode promover novos atos e tornar efetivos desejos que estejam
adormecidos no recôndito de sua alma e que poderão impulsionar tal reencarnante em
direção ao aperfeiçoamento individual e a novas oportunidades na senda evolutiva, de
vez que é "de encarnação em encarnação, de mundo em mundo, de esfera em
esfera", que se ascende para o Grande Foco que, afinal, nada mais representa do que
retornar à "nossa fonte de origem", quando de lá partimos em condição
inicial em busca de evolução.
Assim exposto, para concluir este tema, nada melhor que reproduzir, ipsis litteris,
os dizeres do célebre, ilustrado e grande médico dr. João Baptista Cottas, na página
11 do compêndio Noções de Racionalismo Cristão: "O que é Deus?"
"Deus tem sido apresentado pelas diversas seitas e religiões como uma espécie de
rei todo poderoso, que não sabem definir nem explicar, chegando até a afirmar que ele
tem um corpo físico igual ao do homem. O Racionalismo Cristão define Deus como Grande
Foco, espírito criador de tudo quanto existe no Universo. Tudo que existe na natureza,
desde o pequenino grão de areia à maior rocha ou montanha; desde o microorganismo ao
maior vegetal ou animal, tem origem nessa Força Criadora, nessa Inteligência Universal,
nesse Grande Foco que incita e movimenta todos os corpos.
O autor é freqüentador da Casa Chefe
Página principal | Arquivo
|