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A vida no planeta Terra e os corpos mental, astral e físico
Vantuil Fazollo
Acerca da formação do corpo mental, do corpo astral e do corpo físico, numa
seqüência racional que chega aos nossos dias, parafraseando o notável e erudito
pesquisador Fernando Faria - hoje integrando o Astral Superior e liberto das
reencarnações, que em 1996 fazia publicar em sua magnífica obra A Chave da Sabedoria,
2a edição - "o Princípio Inteligente, desenvolvendo um corpo físico
nos reinos vegetal e animal, desenvolveu também, simultaneamente, um corpo astral e um
corpo mental, muito rudimentares, ficando cada partícula, então materializada,
constituída de três corpos: o mental, o astral e o físico. O corpo mental é a sede do
ser, de onde derivam seus objetivos e a grande necessidade de existir. É a sede do
instinto e do pensamento. O corpo astral funciona como um molde que preside a formação e
a ligação do corpo mental com o corpo físico. É a sede das sensações. O corpo
físico é a sede onde o ser se manifesta materializado."
Mas é também sabido que a evolução da partícula da Inteligência Universal, em si,
representa a vida, ou, melhor dizendo, a origem da vida, que vem de fora do planeta Terra,
para um dia chegar ao reino hominal, obedecendo a uma inexorável caminhada pelos reinos
mineral, vegetal e animal, e que, nos dias atuais, diante dos peculiares ensinamentos do
Racionalismo Cristão, se torna fácil desvendar, sob as determinantes concebidas pela
Inteligência Universal e insertas nas leis naturais e imutáveis, que todas as formas de
vida em nosso minúsculo globo terráqueo, em plena, perene e secular evolução, podem,
pelas facilidades da tecnologia hodierna, ser detectadas, desde que se enverede pelo campo
das pesquisas científicas e se conceba que tudo no Universo está em plena evolução e o
homem dela não escapa, eis que a partícula se origina do próprio Universo.
É no reino mineral, com a organização do átomo, em condições mais atrasadas, rudes
e brutas, que está a partícula da Inteligência Universal dando curso a uma evolução
natural e imutável, capitaneada pelas leis naturais e imutáveis.
Esse elemento, totalmente inorgânico, é, no entanto, um composto químico constituído
na crosta terrestre. É atribuída ao mineral uma classificação bastante interessante, a
saber:
1. mineral essencial: aquele que, em função de sua presença ou não, pode afetar a
classificação da rocha (pedra);
2. mineral acessório: o que não caracteriza a rocha, mineral secundário, o que é
originário de outros minerais, a que se denomina primários.
Num processo de evolução, por influência dos agentes fluídicos existentes no magma
(matéria incandescente do interior da Terra), tem lugar a concentração e
cristalização dos minerais, formando jazidas de outros minerais e ocorrendo, ainda,
combinação de substâncias minerais que chegam a formar até nascentes, minas ou fontes
de águas, em virtude da combinação das moléculas de oxigênio, carbono e hidrogênio
etc. e, assim, com as determinações da Força Criadora, se processa a evolução do
reino mineral, com a formação dos minerais mais evoluídos, como os cristais e as pedras
preciosas.
Consumada, pois, a fase evolutiva do reino mineral, a partícula da Inteligência
Universal, por força de uma simbiose, ocorrida no seio da água doce ou salgada, com a
participação de elementos minerais, ocorre a formação de algas, restando implantado um
embrião, por assim dizer, no reino vegetal, ainda que de forma muito rudimentar, mas que
não deixa de ser o ponto de partida para a criação da variedade de plantas existentes
que já se reproduzem através das sementes.
Ao se falar em simbiose, é bom que se diga que, segundo a Biologia, o termo simbiose
tem origem no grego symbiosis e significa "vida em comum com outros".
Consiste na "associação de duas plantas ou de uma planta e um animal, na qual ambos
os organismos recebem benefícios, ainda que em proporções diversas. É o caso dos
liquens. Por extensão, quer dizer "associação de dois seres vivos que vivem em
comum" e, figuradamente, diz-se da "associação e entendimentos íntimos entre
duas pessoas".
Já que se falou em líquen, do grego leichen e do latim lichen, há que
se dizer que, para a ciência botânica, líquen significa "vegetal
criptogâmico" (que não se reproduz por meio de flores), formado pela última
associação de uma alga verde ou azul com um fungo superior. As algas ficam dentro de um
talo, formando camada verde. Vivem em lugares inóspitos, ou seja, que não são próprios
para hospedar e que não têm condições para agasalhar, comumente sobre rochas e cascas
de árvores, e que se reproduzem por esporos fúngidos (que se refere aos fungos). Os
fungos são organismos vegetais que se alimentam de substâncias orgânicas de outras
plantas ou de animais em decomposição e sobre estes se desenvolvem, sendo desprovidos de
clorofila, apesar de serem vegetais.
Vê-se, então, que a seqüência da vida, por força da lei natural da evolução,
passa do reino mineral para o reino vegetal e agora, como vegetal, tal partícula da
Inteligência Universal já demonstra a existência da vida e - por que não dizer? -
também de inteligência, mormente quando se denota que de uma semente que tem em seu
interior os elementos necessários à continuidade da vida, combinando seus elementos com
as substâncias do solo terráqueo, brota, desenvolve-se, alimenta-se com água, de
adubos, compostos de elementos existentes na terra e de energia solar, realizando a
fotossíntese, ou seja, segundo a Botânica, estabelece a "síntese de substâncias
orgânicas mediante a fixação do gás carbônico do ar através da ação da radiação
solar". Assim, como o homem necessita do oxigênio para viver, a planta necessita do
gás carbônico para sua existência.
Nessa ordem de idéias, é de se afirmar que, segundo os conhecimentos que emanam dos
compêndios editados pelo Racionalismo Cristão, se tem a informação de que, após os
"terremotos, maremotos e as erupções vulcânicas, a Terra, qual imensa fornalha,
tinha condições químicas, minerais e energia (luz, calor e outras irradiações vindas
do Sol) para poder receber o Princípio da Inteligência Universal, permitindo que ele,
manifestando-se na matéria, desse origem às grandes populações de seres unicelulares
como o vírus, a monera, o protista e o fungo, enquanto, em função da reprodução
assexuada, isto é, quando não são usados os órgãos sexuais para a reprodução, as
moléculas e células primitivas, conforme se demonstrou, dariam origem ao reino vegetal.
Mas não cessou aí a atuação perene do princípio Inteligente Universal e, então,
advindo o vírus, originado do reino vegetal, em evolução constante, tiveram lugar as
bactérias, amebas, algas e vegetais, a ponto de obterem condições de passar do reino
vegetal para o reino animal, onde formaram as espécies com corpos específicos, conforme
foi afirmado, restou materializada a partícula da Inteligência Universal que, evoluindo,
galgou o reino hominal e continua sua evolução através de múltiplas e sucessivas
reencarnações, até adquirir o grau evolutivo necessário para se integrar, em
definitivo, às Forças pertinentes, no Astral Superior, em escalas evolutivas.
O autor é militante da Casa Chefe
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