Avisos e advertências

A Razão publicava em 20 de abril de 1966

Num mundo de incertezas, como é o planeta Terra, vale a pena estar de sobreaviso acerca de acontecimentos que ocorrem ou possam ocorrer, no transcurso de uma vivência física.

Surpresas a cada passo surgem no desenrolar dos fatos e todos reconhecem a dificuldade que há em se prever o que vai ou pode acontecer.

Há, no entanto, uma faculdade sensitiva, outra intuitiva, que são comuns a todos os seres humanos, revelando-se com maior ou menor intensidade, de acordo com seu grau de apuração.

Além dessas faculdades tem o ser a possibilidade de, pelo raciocínio, pela clarividência, pelo esclarecimento e pela iluminação espiritual, vislumbrar o que vai ou pode acontecer.

A lei de causa e efeito é mais um instrumento hábil de revelação futura, pois a humanidade colhe aquilo que semeia. Não é difícil prever uma colheita, quando se conhece a semeadura. Diante de uma sementeira preparada pela corrupção e pela desonestidade, não será também difícil prever o que virá depois, na hora da colheita.

Forças Espirituais da alta hierarquia não se cansam de alertar, embora veladamente, que urge conclamar os que já reuniram um repositório de certo número de valores positivos, para formar, com tais valores, a ala direita, incumbida de estruturar uma nova sistemática de civilização.

Os que preferirem ingressar na ala oposta não poderão participar da nova era evolutiva, por absoluta falta de cabedal. Entre as duas alas há uma neutra, em que os que por ela palmilham tanto podem descambar para o lado negativo como, aplicando um pequeno esforço com  o desejo de elevar-se, podem deslizar para o lado dos que caminham para o ciclo da redenção.

Que uma nova civilização está prestes a se implantar na Terra não há mais dúvida, face aos conhecimentos disseminados, e tudo indica que, nesses 35 anos que faltam para o término do século e do segundo milênio, se irá operar na Terra, mercê dos meios que estão sendo postos em ação, uma transformação fundamental.

Com aqueles da ala negativa, que nada mais desejam senão se entregarem, de corpo e alma, aos festejos do materialismo, nada há que fazer, e então resta aceitar essa obstinação como uma fatalidade irremovível.

Mas há que se cuidar daqueles que se encontram na área neutra, de boa índole, mas negligentes, indecisos, comodistas, retardatários e dormintes. Para esses é que se trabalha ativamente; para esses é que são, particularmente, dirigidos os avisos e advertências; para esses são lançados os salva-vidas da oportunidade que passa.

Nas mudanças de ciclo, como a que vai suceder agora, sempre houve, conforme os registros atestam, uma separação entre os que aderiram a uma comunidade espiritual mais evoluída e os que regrediram em posição a uma comunidade menos evoluída.

Sensitivos de conceito universal têm prestado depoimento acerca de ocorrências a se efetivarem, que a ciência vem acompanhando com dados positivos. Sabe-se que as correntes vibratórias da espiritualidade em ação têm prodigiosa força e alcançam resultados capazes de eliminar os mais atentatórios riscos.

O dever de todo cidadão livre das peias do materialismo é o de firmar-se ao lado daqueles que, em seus postos, preparam-se para a hora da classificação de suas alas, empenhadas em levar o esclarecimento adequado e oportuno àqueles que ainda não despertaram e merecem ser despertados.

Não haverá necessidade imperiosa de se acionar um cataclismo monstruoso, como efeito de uma causa conhecida, se a maioria atender ao apelo do juízo e da razão e voltar sua atenção para a realidade que chega, preferindo entrar em comunhão pacífica com as Correntes do Bem, para receber os benefícios conseqüentes, de que se lembrará para sempre.

O efeito acima reportado poderá manifestar-se de forma a não atingir aqueles que, em tempo, souberam resguardar a sua integridade através do poder da ação espiritual.

O que é preciso hoje é voltar a fronte para a estrada que conduz à fonte da espiritualidade; é marchar com segurança, com apoio nas recomendações e princípios ditados pelo Astral Superior; é manter-se alerta e vigilante no exato cumprimento da sua missão; é revelar-se disposto a assimilar a verdade disseminada pelo cristianismo redentor; é participar da coesão das correntes vibratórias da bem-aventurança e da confraternização universal (V.S)

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