Meu cachorro ecológico

Sílvia Urbani

Meu nome é Eduardo. Eu tenho um cachorro muito peludo. Ele se chama Bingo.
Gosto muito do meu cão, mas tinha um problema: ele pulava e me derrubava no chão.

Ora... ora... como conseguir brincar com ele? Consegui resolver isso: chegava em casa levando um pedaço de pau e jogava longe. Bingo corria para pegá-lo e eu corria para dentro de casa. Minha mãe explicou que Bingo tinha um ano e era novo ainda. Ele era como eu quando tinha sete anos. Corria e pulava no colo do meu pai. Com o tempo ele ficaria mais calmo, se interessando por outras coisas, assim como eu, que já fiz oito.

Os cães não vivem o mesmo tempo que nós. Com um ano é como se ele tivesse sete. Assim, com sete anos é como se ele tivesse 49. Eles morrem com 12; no máximo com 15 anos.

O tempo foi passando e Bingo foi sendo ensinado por um adestrador.

Agora, tenho levado Bingo para passear na rua e dou uma volta bem grande no meu bairro. Pelo caminho encontro latas, papéis e sacos jogados por
pessoas mal educadas que não pensam que aqueles lixos podem
entupir um ralo, podem atrair mosquitos e causar poluição. Como Bingo é ensinado, vai pegando tudo o que peço e trazendo para mim. Coloco numa
bolsa plástica e levo para as lixeiras que encontro nas esquinas. Isso não me custa nada, ao contrário, é uma brincadeira útil com meu cão ecológico. Quando volto para casa lavo bem as mãos com sabão e me sinto feliz.

Como seria bom se todas as pessoas pensassem assim! Vocês podem imaginar uma cidade sem um lixinho sequer, tudo limpo e organizado? Eu acho que sobraria dinheiro para o prefeito melhorar os hospitais...

(A autora é Escritora)

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