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Olá, CARO leitor
Gilberto Silva
É imperioso o combate intransigente à corrupção Neste fevereiro, A Razão repercute as justas homenagens prestadas ao codificador do Racionalismo Cristão, Luiz de Mattos. Os feitos e a vida dessa grande figura da humanidade foram relembrados pelos praticantes e admiradores da filosofia espiritualista do grande mestre humanista. Com a reabertura da Biblioteca Luiz de Mattos, na Casa-Chefe, totalmente reformulada e direcionada a assuntos sobre a espiritualidade, no dia 16 de janeiro, e o pré-lançamento da biografia Luiz de Mattos – sua vida, sua obra, de autoria de Galdino de Andrade, os racionalistas cristãos do Rio de Janeiro puderam relembrar a figura admirável que teve a ousadia de, no início do século passado, iniciar uma verdadeira revolução espiritual em favor dos seres humanos, para que pudéssemos ter um viver mais consciente, equilibrado e harmônico. Com sua perspicácia e inteligência o mestre notou, naquele início de século, que o crescimento econômico que chegava ao país pelo Porto de Santos exigia uma contrapartida de natureza espiritual, sem a qual o desenvolvimento material não traria o necessário crescimento humano. Assim, após dedicar-se às causas sociais em várias frentes, em favor dos menos favorecidos, empenhou-se na causa maior de sua vida, a criação do Racionalismo Cristão, para nos ensinar, de forma prática, como devemos viver a nossa vida no planeta Terra. Hoje, decorridos apenas cem anos dessa feliz iniciativa – sim, porque diante da eternidade da Doutrina esses cem anos significam apenas um passo na grande caminhada do esclarecimento espiritual da humanidade –, podemos observar significativa transformação, principalmente na vida das pessoas que adotaram os ensinamentos do mestre como lema de vida. Assim, milhões de espíritos melhor aproveitaram e aproveitam suas estadas neste mundo, para mais rapidamente fazer sua evolução espiritual. Mas é preciso mais, é preciso que aqueles que tiveram essa felicidade também queiram que seus semelhantes a tenham. Para isso há necessidade de se trabalhar para divulgarmos os ensinamentos espiritualistas autênticos como esses do Racionalismo Cristão. Sabemos que, assim como a natureza não dá saltos, a humanidade também não irá espiritualizar-se de uma hora para outra. No entanto, é preciso que aqueles que detêm responsabilidades perante os povos se desvistam da egolatria reinante na maioria e olhem para o povo, principalmente a camada mais humilde, que mais sofre com a falta de atendimento médico digno, de saneamento básico e de ensino mais acessível. O sofrimento está por toda parte, basta olharmos à nossa volta, onde quer que estejamos. Claro, essa visão fica prejudicada para muitos pela insensibilidade e por estarem vivendo encastelados na materialidade ilusória do poder. É preciso que as pessoas se conscientizem da necessidade, por exemplo, do combate intransigente à corrupção, que é uma das grandes responsáveis pela falta de recursos públicos para melhoria do bem-estar da população. No Brasil, há décadas assistimos ao aumento desenfreado da carga tributária. São recursos que saem da economia e vão para as mãos dos governantes, em tese, para serem devolvidos à população em forma de melhoria de vida. Na prática, é isso que acontece? Infelizmente, não. A carga tributária brasileira está girando em torno de 37% do PIB. Isso faz com que os brasileiros paguem percentualmente impostos equivalentes aos países de primeiro mundo e tenham, em contrapartida, serviços públicos de países subdesenvolvidos. Pior, são os mais pobres, os mais carentes que pagam mais impostos. Mesmo aqueles que acreditam estar sendo beneficiados pelo governo com os recursos dos programas sociais, ao adquirirem gêneros de primeira necessidade devolvem aos cofres públicos grande parte dos recursos recebidos. É um absurdo! Não basta apontarmos os erros e distorções, é preciso mostrarmos as soluções. Dentre aquelas que entendemos ser o caminho para melhorarmos esse estado de coisas, está o nosso país seguir o exemplo dos que fizeram reformas tributárias profundas e passaram a dar maior transparência ao assunto, exatamente o que falta ao Estado brasileiro. É preciso que as pessoas, ao adquirirem qualquer produto, seja um automóvel zero km ou um pacote de feijão na vendinha, saibam quanto estão pagando de imposto. Assim, começaríamos um processo de educação que faria com que as pessoas tivessem maior consciência e, por consequência, maior participação nos desígnios do seu próprio bem-estar. Com isso, começaríamos a obter maior equilíbrio social
tão sonhado e fruto das lutas do destemido Luiz de Mattos, cuja profícua
luta social está carecendo de continuadores. |
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