Olá, CARO leitor

Gilberto Silva 

Em busca de novas regras para valorizar as eleições

2010 é ano de eleição no Brasil, a chamada festa da democracia. Mais de 130 milhões de eleitores votarão para presidente da República, embora, por certo, a democracia pudesse ser muito mais festejada se o voto não fosse obrigatório no Brasil. Chegaremos lá, assim como estamos chegando com o projeto popular Ficha Limpa, que foi lançado em 2008 e recolheu mais de 1,6 milhão de assinaturas, o que forçou nossos deputados federais a votar o projeto e o encaminhar ao Senado Federal.

A proposta aprovada pela Câmara dos Deputados impede a candidatura de políticos condenados pela Justiça, em decisão colegiada, por crimes de maior gravidade, como corrupção, abuso de poder econômico, homicídio e tráfico de drogas.

Claro, ainda haverá muitos obstáculos para que o projeto seja transformado em lei com a sansão do presidente da República. Afinal, o que se costuma ver são parlamentares legislando em causa própria e, agora, têm que votar, por força do clamor popular, um projeto que aumenta o período de inelegibilidade. Pelo projeto, o político condenado se tornará inelegível, sem que se precise chegar à última instância na vagarosa e repleta de recursos Justiça brasileira, e não poderão candidatar-se a cargos públicos por oito anos, e não mais três, como é atualmente.


Na hipótese de ser sancionada a lei, a próxima discussão, e essa no Supremo Tribunal Federal (STF), será se ela valerá para as eleições de 2010 ou só para as de 2012.

Ao que parece, as coisas estão mudando também no Superior Tribunal de Justiça (STJ) porque, pelo que sabemos, foi a primeira vez que se viu um governador, no caso o do Distrito Federal, ser preso, como foi o caso do ex-governador José Roberto Arruda, por tentar influir na apuração de denúncias sobre corrupção. Da mesma maneira, após a chamada redemocratização, foi a primeira vez também que um político foi condenado pelo STF por desvio de dinheiro público, como foi o caso do deputado Zé Geraldo, do Ceará. Embora a pena tenha sido modesta – multa de R$ 25 mil – não deixa de ser um avanço.

O próximo passo, esperamos, será a eliminação desse execrável foro privilegiado de que dispõem as autoridades políticas brasileiras. Evidente que, a exemplo do Ficha Limpa, terá que ser um projeto resultado do clamor e assinatura populares para que possa ser derrubada essa herança do Brasil colonial, atrás da qual se escondem corruptos dos mais variados matizes. Enquanto isso, vamos perseverar. Só assim poderemos ter um país verdadeiramente para todos e em que realmente valha o dispositivo constitucional “todos são iguais perante a lei” e não se caia na velha piada “uns são mais iguais que outros”.

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Junho é o mês em que, tradicionalmente, homenageamos, através de A Razão, o consolidador do Racionalismo Cristão, mestre Antonio Cottas, que deixou fisicamente este mundo em 12 de junho de 1983. Há 27 anos o dr. Humberto Machado Rodrigues assumiu a presidência internacional da Doutrina e Antonio Cottas a sua presidência astral, em substituição ao mestre Luiz de Mattos, fundador do Racionalismo Cristão, juntamente com Luiz Thomaz.

Também em junho, estaremos repercutindo o evento em comemoração ao Centenário do Racionalismo Cristão e sesquicentenário de nascimento de Luiz de Mattos, realizado no final de maio, nos Estados Unidos, através da versão eletrônica de A Razão – www.arazao.net, no link Últimas Notícias.

Boa Leitura.

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