Olá, CARO leitor

Gilberto Silva 

Por um mundo de igualdade

É comum recebermos diariamente, através de inúmeras mensagens eletrônicas, e-mails que fazem grande sucesso entre os internautas, uns por possuírem conteúdos otimistas, outros, por apelarem para a sensibilidade, como os que e referem a crianças desaparecidas. Não lhes dou atenção por não serem, na maioria, verdadeiros, mas me preocupo muito com essas mensagens, porque existem programas utilizados na internet por pessoas mal intencionadas que rastreiam as que circulam com grande número de endereços eletrônicos. Por isso, as chamadas correntes são tão incentivas por aqueles que fazem uso desses programas para captarem mais e mais endereços e nos enviarem os tais spams, que são as mensagens maliciosas capazes de captar senhas armazenadas em nossos computadores, instalar vírus, apagar arquivos, gerar conflitos em programas e outros dissabores mais, quando as pessoas não se acautelam, enviando mensagens através de cópia oculta, os chamados “Cco’s”.

No entanto, uma mensagem chamou minha atenção porque comparava o mundo a uma pequena aldeia de 100 habitantes e, como naquele momento eu estava refletindo exatamente sobre o “encolhimento” do mundo, ou seja, o quanto a velocidade da informação permite que saibamos o que se passa do outro lado do planeta no mesmo instante em que o fato está acontecendo, voltei minha atenção ao seu conteúdo.

Verdadeiros ou não, os dados oferecidos na mensagem assustam. É estarrecedor saber que, nessa “aldeia”, que é o planeta Terra, 80 das 100 pessoas vivem em condições sub-humanas e que 50 sofrem de desnutrição. Se você se alimenta normalmente, está protegido por um teto, por mais simples que ele seja e tem roupas no armário, você é mais rico do que 75% das pessoas dessa “aldeia”, dizem os números. Que mundo é esse em que vivemos, com tanta desigualdade, com tantas pessoas sofrendo as piores agruras e outras desperdiçando tanto?

Seriam essas diferenças necessárias para o desenvolvimento das parcelas da Inteligência Universal? Seriam indispensáveis para a evolução de cada espírito que aqui vem encarnar? Teriam elas as condições sub-humanas criadas pela Inteligência Universal para acelerar o processo evolutivo de suas partículas, ou foram sendo deterioradas pela própria ação dos seres humanos, refletindo no planeta o seu incipiente estágio evolutivo médio?

Para que os espíritos evoluam nesse mundo-escola já não bastariam o trabalho e o domínio de si mesmos para não se deixarem levar pelos vícios? Somando-se a isso, não seria suficiente a luta para manter a família unida através da compreensão e do entendimento, acrescentando-se aí o esforço pela busca constante de um conviver na sociedade, respeitando os direitos dos seus semelhantes?

Bem, se a resposta às duas primeiras perguntas pudessem ser um sonoro não e, para as demais, um convicto sim, estaríamos admitindo que poderíamos viver num mundo com menos desigualdades, mais fraterno, mais humano – se é que, diante das tristes constatações, ainda possamos nos utilizar desse adjetivo para designar uma virtude. Por que, então, não temos um mundo com essas condições, diríamos até, mais próprias para a evolução espiritual dos seres? Porque, infelizmente, impera o egoísmo na maioria dos seres humanos. Se não fosse a preocupação exclusiva com si mesmo exacerbada pela vaidade, o viver no planeta Terra seria muito diferente e os sofrimentos pelos quais passa a maioria dos seres humanos seriam minorados.

No entanto, para que o ser humano possa transformar o mundo num lugar melhor para viver, precisa modificar a sua forma de encarar a vida, conscientizando-se de que é um ser espiritual aqui vivendo uma experiência humana e, dessa forma, passar a compreender como seus semelhantes todos os demais seres humanos, pois, afinal, somos todos oriundos da mesma fonte, ou seja, somos parcelas da Inteligência Universal, do Grande Foco ou da Força Criadora, como queiram. Só assim, estará a humanidade combatendo a causa dos seus males, o egoísmo.

Boa Leitura!

Gilberto Silva é presidente em exercício do Racionalismo Cristão

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