Olá, CARO leitor
Pompeu Cantarelli, amigo e mestre
Gilberto Silva
Amigos, neste mês de setembro o nosso Jornal A Razão faz justa homenagem a um de seus grandes colaboradores: Pompeu Lustosa de Aquino Cantarelli, ou simplesmente Pompeu Cantarelli, como ficou conhecido pela maioria dos seus admiradores.
Em artigo magnífico, o jornalista José Alves Martins retrata a vida e a obra desse racionalista cristão que dedicou grande parte de sua existência à Doutrina dos mestres Luiz de Mattos e Luiz Thomaz.
Nós tivemos a honra de tê-lo como nosso amigo e, mais do que isso, como verdadeiro mestre, que nos ensinava muito mais pelos exemplos do que pela palavra, pois vovô Pompeu, como meus filhos carinhosamente o chamavam, era homem de poucas palavras. Prova disso é que, em muitas viagens de carro que fizemos juntos, para tratar de assuntos da Doutrina pelo interior do Estado de São Paulo ou mesmo ao Rio de Janeiro, ele ficava longos minutos em silêncio com os olhos fitos na estrada - ele estava sempre desperto - e nos respondia, por vezes, monosilabicamente, quando lhe dirigíamos a palavra, tentando puxar conversa.
No entanto, quando lhe pedíamos algum conselho ou orientação, ele se estendia com longas ponderações, mostrando-nos os prós e os contras, como um verdadeiro jogador de xadrez que enxergava inúmeras "jogadas" à frente!
Noutras ocasiões, hoje refletindo melhor, quando ele achava que nós mesmos tínhamos a resposta para nossas perguntas, se restringia a dizer-nos: "Faça o que sua consciência está mandando."
Assim foi quando tivemos que tomar uma grande decisão em nossa vida profissional, que envolvia relacionamentos dentro da Doutrina e sabíamos que essa decisão poderia até estremecer amizades. Pompeu nos disse: "Você deve fazer o melhor para o futuro da sua família." Assim fizemos e ele foi o primeiro em nos apoiar naquela difícil decisão. Hoje, passados mais de 13 anos daquele momento, sou muito grato àqueles sábios conselhos.
Pompeu Cantarelli nos deu inúmeras mostras, através de exemplos, de carinho e atenção para com seus amigos, militantes e freqüentadores da Doutrina e amor extremado à esposa, filhas e netos. Até aí, nada de excepcional diriam muitos, mas o que nos chamava a atenção era o amor que ele tinha pela Doutrina. No cumprimento e defesa de sua disciplina, Pompeu Cantarelli foi um gigante digno de respeito e admiração.
Em sua primeira doutrinação, na Casa-Chefe, assim se expressou: "Aqui estou para lhes dizer breves palavras. Venho, trazido por inúmeros espíritos superiores de quem fui amigo. Antonio Flor, Antonio Cottas, Cecílio Reis Longhi, grandes companheiros de jornada que não me faltaram no momento da minha desencarnação, deram-me todo o apoio como, afinal, não poderia deixar de ser, visto que fui um servidor fiel desta Doutrina e a amava acima de tudo."
E completa o grande espírito de Pompeu Cantarelli: "Já fui ao meu mundo de Luz e aqui estou para estes trabalhos maravilhosos, juntamente com estes amigos, e continuarei vindo sempre que precisar, sempre que for determinado para que eu venha trabalhar pela humanidade com o mesmo prazer que tinha na Filial de São Paulo. Deixo muitas saudades, mas estarei perto daqueles que irradiaram e continuam irradiando por meu espírito."
A Sra. Lucy Gonçalves da Costa, presidente da Filial São Gonçalo, dirigindo a reunião na Casa-Chefe, num determinado trecho, assim se expressou sobre o nosso querido Pompeu Cantarelli: "Há três anos, estivemos em seu lar parabenizando-o pelos cem anos de vida física. Com que alegria ele nos recebeu! Com que alegria nos passou tantos e tantos acontecimentos que ele viveu dentro da Doutrina, que ele viveu ao lado dos amigos."
Naquele memorável 15 de agosto, em que, emocionados, presenciamos tanta beleza espiritual, finalizou Antonio Cottas, sobre esse grande mestre: "Amigo incondicional, amigo de todas as horas, amigo para tudo que nós nos dirigíssemos a ele. Estava sempre pronto. Nada deixava falhar. Sempre com sua boa vontade, o interesse pela Doutrina. Querendo, cada vez mais, mostrar ao mundo o quanto era importante ser um racionalista cristão."
Portanto, caros leitores, permitam dedicarmos essa singela edição do jornal A Razão de setembro de 2007 ao nosso querido mestre Pompeu Cantarelli.
Boa Leitura!
(O autor é Presidente em exercício do Racionalismo Cristão)
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