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Confiança é tudo
Heloísa Ferreira da Costa No ano passado completei 25 anos na profissão de odontologia. Desde o início, minha maior preocupação sempre foi acertar o diagnóstico, decidir o melhor plano de tratamento, curar e preservar a saúde e o bem-estar do indivíduo. A questão principal em qualquer atividade é confiar em si mesmo e transmitir essa confiança. Após todo esse tempo e muito estudo, estou vivendo dias muito agradáveis dentro do meu ofício, conheço o que faço e isto me tem deixado mais tranqüila e meu trabalho mais agradável. Em toda atividade existem problemas e nesta semana me vi em apuros em duas ocasiões, mesmo com a experiência que tenho, mas, como sempre disse aos meus alunos, o importante é não entrar em pânico e resolver a situação com serenidade. A doutrina racionalista cristã explica como obter a segurança para tudo solucionar dentro da razão e tranqüilidade, através do conhecimento das leis naturais e imutáveis. Após terminar um atendimento, comentei com o paciente que sua calma tinha sido muito importante. Ele então me relatou uma situação que ocorreu num vôo entre Rio e São Paulo em que estava presente. Achei o que ele me contou muito oportuno para exemplificar o tema. Determinação. Vamos à história: "Quando o avião estava quase chegando ao destino, a aeromoça perguntou no alto falante se havia algum comandante a bordo. Ninguém se manifestou. Alguns minutos mais e a pergunta foi refeita. Nesse instante um homem levantou a mão e foi conduzido à cabine de comando. Ao chegar lá deparou com uma situação caótica, o piloto estava morto devido a um ataque cardíaco fulminante e o co-piloto, completamente descontrolado, pediu que ele, como comandante, pousasse a aeronave. O cidadão, com voz firme, disse ao co-piloto que, apesar de sua experiência, naquele momento o comandante do avião era ele: com a morte do piloto, cabia a ele recompor-se, assumir o comando e pousar. Dispôs-se a sentar ao lado do co-piloto, mas apenas como apoio. Retirou o corpo do piloto do assento, sentou e o co-piloto, como homem encarregado, conduziu o pouso com sucesso. Quando concluiu a tarefa, aliviado o co-piloto agradeceu o apoio do "comandante" e perguntou de que companhia era ele. "De nenhuma, na verdade eu sou vendedor", respondeu o suposto comandante. Este fato exemplifica o poder da confiança, do domínio próprio que pode definir a diferença entre a vida e a morte nas condições adversas. Quando aprendemos a estudar a vida fora da matéria, a convicção da eternidade do espírito e a consciência de que no cumprimento do dever estamos sempre bem assistidos nos fazem super-heróis. Assim confiantes, é necessário aprender a fazer a limpeza psíquica diariamente de manhã, às 7 horas, e à noite, às 20 horas, não como pedintes ou adoradores, mas como espíritos em evolução, conscientes de que estamos em um mundo inferior nos relacionando com espíritos das mais diversas classes evolutivas e rodeados por elementos desencarnados desconhecedores de sua condição e prontos para criar as mais diversas situações para promover o caos e aumentar suas fileiras. O tema está muito bem desenvolvido no livro de Caruso Samel sobre os sentimentos humanos. (Convido a todos a esta leitura, para fixar o assunto e entender melhor todas as nuances desse sentimento positivo, que precisa ser lapidado. Nessa obra o autor fala de autoconfiança e da confiança que transmitimos aos semelhantes através de nossa conduta.) Torna-se necessário também discutir o outro lado da moeda, o excesso de confiança, que pode levar à desatenção e causar situações de risco. Vou utilizar uma outra história verídica sobre aviões que li há algum tempo: "um piloto sofreu uma derrapagem ao pousar no Rio de Janeiro, quase caindo no mar, porque calculou mal o momento da aterrissagem na pista. Excesso. Ao ser entrevistado sobre o ocorrido, disse ter feito a ponte-aérea durante 20 anos e que havia errado por excesso de confiança, que acabou levando à desatenção. Desculpou-se pelo susto, felizmente não houve maiores danos, e alertou para os desastres que podem acontecer quando se julga tudo saber. "Um homem não sente dificuldade em caminhar por uma tábua enquanto acredita que ela está apoiada no solo, mas vacila e, afinal, despenca ao se dar conta de que a tábua está suspensa sobre um abismo." (Avicena – século XI). Esclarecimento é colocar a tábua no chão e caminhar pela vida seguro e sem medo! (A autora é Militante da Filial Marília - SP) |
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