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Conheça-se para alcançar vitórias
Thereza Freire Vieira
Quando as pessoas não se conhecem ou se conhecem mal, acreditam pouco em si
mesmas e não conseguem sair da mediocridade. Não conhecendo suas
capacidades, não poderão saber de quanto são capazes e permanecem inertes.
É importante que se conheçam e se aprovem. Somente assim poderão ser capazes
de grandes realizações. O valor das pessoas está em cada uma ser ela mesma.
Se ela não se aprova, quem poderá aprová-la?
Devemos nos aceitar como somos e apenas assim poderemos crescer,
desenvolver-nos. É preciso confiar em nós mesmos e saber dizer: “Eu posso!
Eu consigo! Eu vencerei!” É com pensamentos positivos que vamos conseguir
nossas vitórias, e saber o que queremos, lutar para realizar e ter a certeza
de que iremos conseguir.
Não existe idade boa ou ruim para vencer na vida, para realizar-se, para
conseguir o que realmente se deseja. E tudo na vida vai realizar-se.
É importante a autoestima, e quem não a tem deve exercitar-se para, a cada
dia que passa, desenvolver-se um pouco mais, até amar a si mesmo, estar em
paz consigo mesmo.
Importante gostar de ser que se é; é dizer todos os dias e várias vezes por
dia: “Estou feliz com o que sou, com o que tenho, com a minha profissão, com
o que faço no dia-a-dia e com os meus filhos, e vou desenvolver ao máximo as
minhas aptidões. Meu autocrontrole está cada vez mais firme. Minha
capacidade de luta aumenta dia a dia. Eu gosto do que sou e a cada dia que
passa fico melhor. Gostando de mim, terei mais capacidade para gostar dos
outros. Assim, a cada dia que passa, ficarei cada vez melhor, porque serei
eu mesmo e não quero ser outra pessoa.”
É importante, para nos realizarmos como seres humanos bons e desejosos de
fazer o bem ao próximo e de sermos felizes, aprendermos a gostar de nós
mesmos e desenvolvermos ao máximo as nossas capacidades.
O homem nasceu para crescer a cada dia que passa e, se chegamos à velhice,
temos obrigação de transmitir aos mais jovens, por nosso modo de ser, de
pensar e de agir, que a cada dia que passa nos tornamos melhores e mais
felizes, e apenas assim poderão aprender com os que envelhecem o amor à vida
e o desejo de aceitarmos os que estão ao nosso redor e a nós mesmos.
(A autora é médica geriatra)
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