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A constante evolução
Carlos Alberto Aires Yates
Ainda há problemas a resolver, como educação, guerras, fome...
A vida física, tal como a conhecemos, não existiria sem um planejamento. Os reinos da natureza bem como o planeta, o sistema solar e a nossa galáxia igualmente são frutos de trabalho meticuloso e muito bem calculado. A vida é ação da força com mais ou menos inteligência sobre a matéria.
Inicialmente, nosso mundo ofereceu à vida elementos químicos que perfaziam as rochas e o solo, envoltos em atmosfera tóxica. Posteriormente, essa condição modificou-se, surgindo a água e uma quantidade de oxigênio e outros gases, perfazendo o ar e tornando possível o aparecimento, manutenção e evolução da vida.
O solo, com seus minerais e seus átomos fortemente ligados, não oferecia condição de mutabilidade das moléculas. Mas a vida esperava pacientemente, com suas matrizes fluídicas de aminoácidos e outras moléculas simples, para implantar-se de vez no novo planeta que surgia.
Com a formação da água e nela o aparecimento de moléculas simples de minerais, vindas talvez do leito dos mares ou margens (ou do espaço?) e a condição de mobilidade dessas moléculas que a água oferecia, apareceram ali os primeiros sinais de vida. Moléculas simples, mas cuja ligação, cuja existência fora fruto de planejamento, e aguardavam em forma fluídica que condições adequadas viessem ocorrer para ligar-se e dar início à matéria orgânica animal.
Este planeta tem sua matriz fluídica e foi formado e modificado passo a passo para finalmente traduzi-la na sua forma mais fidedigna. Este planejamento, sem dúvida, foi feito e executado por espíritos evoluidíssimos que estão numa hierarquia evolutiva muito próxima da sabedoria suprema da inteligência universal.
Formado o planeta, começa a interagir com este novo mundo, o mundo mais próximo em evolução. Como o planeta recém criado pertencerá à categoria de mundo escola, o mundo que lhe é imediatamente superior, sabemos, é pertencente a categoria de mundo materializado. Sabemos também que deste mundo serão enviados, posteriormente, espíritos da primeira à quinta categoria para aquele novo mundo escola.
Para a subsistência de encarnados ser possível, e ter-se partículas já neste patamar, há necessidade de desenvolver-se o reino vegetal e o animal inferior.
Nós, muito provavelmente, seremos os continuadores da vida, e portanto ao sairmos da categoria de planeta escola já teremos alcançado um progresso tal, que não existirá qualquer possibilidade de interação com espíritos mais atrasados. Passarão a existir tarefas que estarão fora do alcance intelectual deles.
Neste contexto me ocorre a idéia de que, sem dúvida, um mundo materializado já terá, através de pesquisas em informática, nanotecnologia, robótica e genética, condições de gravar procedimentos simples em campos energéticos (corpo astral) para possibilitar a existência de incipientes organismos, primeiro vegetais e depois animais, que iniciarão a base mais simples da vida e culminarão com o desenvolvimento dos rudimentares corpos astrais e das forças que os animarem, com aparecimento do primeiro hominídeo.
Não vejo por que não acreditarmos que a navegação espacial, hoje ainda em seu início, não vá evoluir a ponto de, aliada à astronomia, nos tornar semeadores da vida em algum planeta escola, muito provavelmente já em formação, em nossa galáxia ou mesmo fora dela, fazendo com que demos vazão à vida, seguindo fielmente as leis da evolução, que se traduzem em necessidade de progresso.
Quem sabe não enviaremos (exobiologia) a um mundo em formação, inicialmente devido a dificuldades, apenas moléculas que irão gerar o aparecimento da ida ali?
O certo é que a matéria fluídica (e a organizada também) vai ficando cada vez mais complexa, fruto do aperfeiçoamento cada vez maior do mundo materializado. E então surgirão os vegetais e animais primitivos, porque refletirão em seus corpos os ensaios necessários que se farão em busca de viabilizara vida em espécies mais adequadas e menos grosseiras. Evoluirá o mundo materializado responsável pela implantação da vida, o mundo escola com a evolução das espécies, e conseqüentemente as forças que nele incursionam animando diferentes corpos, conforme o seu avanço e, conseqüente, maior capacidade de gerenciar um sistema de vida mais complexo e refinado, animando um corpo astral também cada vez mais aprimorado.
Quando se completar a cadeia evolutiva e surgir o primeiro ser pensante, seu corpo carnal e perispiritual – cabe lembrar aqui que o fluido do nosso corpo astral é oriundo do planeta do qual partimos para reencarnar –, será fruto de pesquisa no seu mundo de origem, pois todo aperfeiçoamento no corpo físico será conseguido pela modificação da programação no corpo astral e o aperfeiçoamento do seu espírito dever-se-á a sua passagem pelos outros reinos. O ser chegou à condição de pensante, devido também à matéria fluídica da primeira categoria já ser mais bem elaborada e menos densa do que a que utilizava ao animar o corpo de animais inferiores.
Sabemos ainda que, conforme a troca de categoria, vai a força refinando sua vibração e tendo maior alcance intelectual. E esta refinação se torna viável pelo progresso do espírito e avanços nos procedimentos gravados no seu corpo fluídico, que cada vez precisam de menor densidade para o seu funcionamento. Técnica que será aprimorada, como já dissemos, com pesquisas no mundo materializado.
Então já podemos inferir que tudo está numa cadeia de evolução, absolutamente lógica e que conduz tudo para a perfeição com estudo e trabalho. Aperfeiçoamo-nos trabalhando uns para os outros. Nosso mundo evoluirá e também trabalhará para outros mundos mais e menos evoluídos.
Certo é que ainda não atingimos um nível que nos permita ir mais além. Temos que resolver muitas questões ainda por aqui, como educação, guerras, fome, fanatismo etc.
Certo é também que um dia chegaremos lá e nos conformaremos na "matriz espiritual" de mundo materializado e nos tornaremos capazes de, talvez, levar esta dádiva maior, que outrora nos foi concedida, que se chama vida, a outro planeta, cuja formação, como colocamos, já estará em andamento, atendendo às necessidades evolutivas que são, em última análise, a mola mestra do universo.
(O autor é Militante da Filial Porto Alegre, RS)
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