Contra os vícios, a boa educação

Maria Cottas

Quando os que têm o dever de educar deixam de cumprir sua tarefa quem vai educar é o mundo. E o mundo não educa com o amor que os pais devem orientar os filhos. Como é triste ver jovens e mais jovens se entregando ao vício da bebida, do fumo, das drogas lícitas e ilícitas!
É triste, mas é verdade. Infelizmente, em todos os quadrantes do planeta, moços e moças acabam perdendo-se ao enveredar pelos caminhos tortuosos do viver.

No lar onde os pais procuram assegurar aos filhos uma educação primorosa e boa formação moral, mesmo que algum se desvie da orientação recebida, passado algum tempo acaba voltando ao bom caminho. Isso porque sente a preocupação da família e tem seu apoio incondicional. Todavia, se há indiferença dos pais quanto ao mau procedimento de um filho, dificilmente ele se livra de vícios adquiridos, por não ter o caráter formado em bases sólidas.

Infelizmente, a sociedade é conivente com esses fatos, deixando, com sua indiferença, que muitos jovens sejam presas fáceis de indivíduos inescrupulosos, movidos pela ganância de lucros fáceis. Em todos os lugares, nunca se bebeu tanto. A cada esquina bares são abertos, convidando os jovens ao vício da bebida e tantos outros. É assim que muitos estragam a saúde, perdem tempo valioso na sua formação intelectual, desprezam oportunidades preciosas que poderiam ser bem aproveitadas.

Teriam culpa esses jovens? Seriam vítimas de uma formação moral e intelectual defeituosa? Claro que não têm culpa, pois não foram preparados para um viver saudável e útil. É preciso, portanto, que os pais se esclareçam e orientem os filhos dentro de princípios com os quais possam alcançar sucesso pessoal e progresso espiritual. Para isso aí está o Racionalismo Cristão, com ensinamentos que ajudam os seres a enfrentar as dificuldades da vida, que não são poucas, haja vista as tentações materiais de variados sabores à disposição dos jovens incautos. Sem formação espiritual sólida, muitos se perdem pelo caminho da evolução, desperdiçando a própria existência.
 

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