Crescendo verdadeiramente

Marisa Gomes Alvim

Na maior parte do tempo em que se está relacionando com outro, o ser humano vive num estado mental infantil, totalmente identificado com os sentimentos e visões de sua criança interior. Pode ter 30, 50, 60 anos, mas sua idade cronológica não corresponde à sua idade emocional. Deseja que o outro preencha suas necessidades e vive reagindo, porque suas expectativas não são preenchidas. Tem medo da intimidade, existem dificuldades de estabelecer limites ou até mesmo de expressar suas necessidades com naturalidade e clareza. É como se estivesse dentro de uma bolha, que o isola e ao mesmo tempo funciona como um filtro que o impede de ver as coisas como elas realmente são.

Como resultado, ocorrem os conflitos, os desapontamentos e a frustração. Em seu estado de mente infantil, o ser humano vive em função dos outros. O outro tem poder sobre o seu bem-estar. Seu foco é dirigido a receber aprovação, atenção, amor e respeito do outro. Vive uma luta contínua para receber isso que lhe falta. Utiliza-se de  diferentes estratégias, tentando adaptar-se ao outro, fazendo concessões.

Na maioria das vezes,  deixa  de ser sincero, verdadeiro, espontâneo, natural. Paga um preço e a coisa não funciona: o outro não preenche o seu sonho. Então, a criatura começa a se sentir vítima, e acaba sabotando o amor com velhos hábitos e modos de se  relacionar: culpa o outro, tenta modificar o outro. E se frustra.

Aqueles que chegam ao Racionalismo Cristão e começam a estudar a sua Doutrina, certamente, têm a chance de crescer verdadeiramente e ir fundo no seu auto-conhecimento como espíritos possuidores de veículos físicos cuja único objetivo é o da evolução. Assim, aquela criança interior começa a tornar-se um ser verdadeiro, capaz de compreender a si mesma e, por conseguinte, o seu semelhante.

A compreensão de nós como Força e Matéria nos torna seres capazes de agir por conta própria, sem necessidade de aprovação de ninguém, a não ser de nossa própria consciência. Somente nós podemos realizar nossos sonhos, através do conhecimento das leis que regem o Universo, pois saberemos que atrairemos para nós aquilo que pensarmos. Deixaremos de usar estratégias que só nos farão cada vez mais frustrados. Primaremos pela verdade, pela honestidade e espontaneidade. Não precisaremos fazer concessões para sermos aceitos, pois sabemos que a felicidade almejada depende somente de nós, de nossos sentimentos e de nossa conduta.

Felizes daqueles que, conhecendo esta Doutrina, põem em prática seus ensinamentos e aprendem a  identificar-se com aquilo que realmente são!

(A autora é militante da Filial Jacarepaguá, RJ)

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