Sejamos criaturas felizes

Tharsila Prates

Quando discordamos de algo ou de alguém, devemos nos revestir de calma para expor nosso argumento

“Abaixo a discussão!" Se eu um dia me tornasse presidente, este seria um dos meus principais lemas. Não quero dizer com isso que eu não sinta vontade, de vez em quando, de "estrangular" alguém. Também não quer dizer que eu não discuta. Não. Sou humana e, por isso, sou imperfeita e vivo entre humanos, igualmente imperfeitos. Acontece que viver em pé-de-guerra não é legal e não atrai nada de bom, além de não resolver muita coisa.

Já diz aquele ditado: "Quando um não quer, dois não brigam." Ah, se a gente levasse isso a sério... Mas, não. Como já disse a personagem Dinorá, da novela das 8 da Globo, tem sangue correndo nas nossas veias e, por isso, se alguém diz alguma coisa, a gente replica, treplica, se for possível. Escutar alguém, jamais!

Há quem deva achar que eu gosto de discussão. É verdade, falo mais do que devia. Quando começo, não paro. Se achar que estou certa então, aí é que a coisa pega! Muita gente fala muito também, mas se nós não déssemos importância não viraria discussão. Afinal, nem tudo o que falamos é para ofender.

Tem outro ditado popular que diz assim: "Dou um boi para não entrar numa briga, mas dou uma boiada para não sair." Se pensarmos direito, há muita intransigência neste modo de agir. Alguém tem de ceder e... vamos combinar? Que este alguém sejamos nós mesmos.

Já reparou que há dias em que conversmmos com os outros, berrando, brigando? O parente, o vizinho ou o amigo dá boa-tarde e respondemos com um "O que é? Está olhando o quê?" Isso é ridículo! Devíamos lembrar das lições do Racionalismo Cristão que nos ensinam que tudo que pensamos, falamos e fazemos fica gravado e, no nosso Mundo de Luz, tudo será reprisado como em um filme.

Há dias também em que não queremos “papo”. Temos esse direito, só que isso não é dito de forma gentil, mas com os conhecidos "coices" e "patadas" de sempre.

Quando não concordamos com alguma coisa ou com alguém, aí sim é que deveríamos nos revestir de calma para mostrar ao outro o nosso argumento. Precisamos nos revestir de mais calma para ponderar melhor.

Lembro de outra coisa sobre a qual deveríamos refletir: vamos parar de fazer tempestade em copo d'água. Nós nos irritamos com cada coisa! Se soubéssemos como é feio, não faríamos tantas caras e bocas por nada.

Por último, irei ler e reler este texto, que escrevi. Como já disse, tenho os meus defeitos e a minha obrigação é corrigi-los.

(A autora é jornalista)

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