| Cuidados
com a saúde
Thereza Freire Vieira
Assim como um imóvel precisa de manutenção, também o corpo humano requer
‘reparos’
Vamos analisar o ser humano como se fosse uma casa. Devemos estar preparados
para fazer as reformas na hora certa e saber todos os pontos que precisam de
reparos. Se notarmos que uma telha está fora do lugar, é urgente que seja
recolocada e, se quebrada, que se compre outra para substituí-la. É
importante também que aproveitemos o bom tempo para pôr ordem no telhado.
Depois de dias de chuva, é até perigoso subir na casa para consertar, para
trocar as telhas, pois poderíamos cair e sofrer fraturas, o que seria um
perigo, mas aproveitando o tempo bom o trabalho será bem feito.
É importante a vigilância permanente porque, se chover dentro de casa, mesmo
que não seja um temporal, os móveis poderão estragar-se e o piso apodrecer.
O mesmo acontece com a pintura da casa: se já está manchada, arranhada,
esfolada, ao mesmo tempo destroi-se a imagem da casa.
Para que tenhamos uma casa em ordem, necessitamos de manutenção, do
pedreiro, pintor, encanador, eletricista e, cada um fazendo o que sabe e o
melhor que pode, a nossa casa estará sempre parecendo nova, não importam os
anos que ela tenha. É preciso, para cada lugar estragado, chamar o técnico
especializado para descobrir o defeito e consertá-lo.
Por que o ser humano não faz o mesmo com o seu corpo? É muito mais valioso,
muito mais importante que a sua casa.
Para não deixar a pele ressecar, sua adiposidade deformar o corpo, muitas
vezes o problema poderia ser corrigido com uma boa dieta alimentar com as
vitaminas necessárias. Para ficar melhor, por que não deixar a poltrona e
fazer uma caminhada?
Muitos não fazem um exame de sangue para saber como estão o colesterol, a
glicose e surpreendem-se quando aparecem problemas e a bomba-relógio chamada
coração explode. Muitas pessoas não têm condições de procurar um médico em
seu consultório e acham que nos postos de saúde a demora para a marcação da
consulta é muito grande, e se cansam de esperar. Realmente seria mais fácil
se aumentasse o número de médicos ou o número de atendimentos diários.
(A autora é Médica geriatra)
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