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Grande desejo de ajudar o RC Publicitária de 22 anos torna-se militante após frequentar Filial por um ano e dedica-se às crianças Com apenas 22 anos, a publicitária paulistana Cíntya Souza de Angelo já conquistou todo mundo na Filial São Paulo do Racionalismo Cristão. Militante desde o final de 2008, após haver frequentado a Casa por um ano, Cínthia mostra nesta conversa para o Espaço Jovem de A Razão o quanto já aprendeu com a Doutrina, esmo não tendo nascido em berço racionalista cristão. Ela começou assistindo a reuniões públicas, onde encontrou respostas para seus questionamentos espiritualistas,e hoje só não vai à Filial São Paulo se estiver doente ou se precisar ficar até mais tarde no trabalho. "Se não venho, é como se eu tivesse deixado a minha obrigação de lado, a minha responsabilidade. Fico com a consciência pesada. Saio de toda reunião com a sensação do dever cumprido", diz. ENTREVISTA A THARSILA PRATES A RAZÃO – Como conheceu o Racionalismo Cristão? Cíntya – Foi através da minha sogra, Yolanda. Alguns tios dela eram militantes e ela costumava frequentar a Doutrina na Francisca Júlia (Rua Francisca Júlia, onde a Filial São Paulo funcionava antes do prédio da Rua Gabriel Pizza, em Santana, Zona Norte paulistana). Por um tempo ela deixou de ir e, depois de cerca de 15 anos, já no final de 2007, voltou a frequentar, já na sede em Santana. Nessa época, eu fazia o último ano de faculdade. Minha sogra chamou meu noivo, Henrique, para frequentar também e eu fui junto com ele. – Qual religião você seguia na época? Cíntya – Sempre estudei muito sobre religiões. Lia sobre hinduísmo, budismo... e procurava conhecer um pouco de tudo. A família do meu pai é evangélica. No último ano da faculdade, eu já estava fazendo catequese junto com o meu noivo. Sou do tipo que não fica satisfeito quando não obtém a resposta que procura. Na catequese aconteceu isso. – O que a afligia? Cíntya – Na catequese, eu e o Henrique nos perguntávamos "E aí? Qual é o significado disso?" As coisas estavam meio vagas para nós. Havia pessoas que estavam ali porque queriam batizar os filhos, outras porque seguiam o catolicismo, mas nós dois não estávamos satisfeitos. Concluímos a catequese, mas achávamos que deveria haver algo mais. Foi quando a minha sogra voltou a frequentar o Racionalismo Cristão, como já falei, e chamou o meu noivo. – Qual foi a sua impressão ao conhecer a doutrina? Cíntya – Não me opus a vir conhecer, mas, para ser sincera, fiquei um pouco assustada no primeiro dia. Não conseguia entender a irradiação de dez minutos, o que ela significava. Foi uma coisa muito nova. Eu estava vivendo uma fase meio turbulenta. Com os meus pais separados, decidi morar com o meu pai e estava terminando o Trabalho de Conclusão de Curso na faculdade. Além disso, estava sofrendo de gastrite por causa do estresse. Foi tudo junto, não tinha paz interior. E o que mais me surpreendeu na reunião do Racionalismo Cristão foi o silêncio. Parei para respirar e refletir sobre a minha vida. – O que aconteceu daí em diante? Cíntya – Passei a frequentar a doutrina, mas no começo ainda falhava um pouco por causa dos horários da faculdade. Fazia questão de vir quando dava, porque aqui eu escutei coisas que respondia as minhas perguntas. Foi a primeira vez que as coisas se encaixaram. A partir disso, fiquei mais centrada em mim, deixei de achar que as pessoas deveriam pensar e agir da forma como eu gostaria. Alcancei a fase do "Não posso mudar a vida do outro". – Como se tornou militante? Cíntya – Depois de uns três ou quatro meses que eu e o meu noivo frequentávamos a Doutrina, começamos a nos perguntar como poderíamos ajudá-la. Os mais antigos orientavam que era melhor passarmos pelo menos um ano freqüentando a Casa para, então, pensarmos em ser militantes. Até que o meu noivo se tornou um e, num almoço de militantes, o "seu" Herval (Herval Tavares de Campos, presidente da Filial São Paulo) me perguntou quando eu começaria na militância. Disse a ele que ainda não me sentia preparada. Eu tinha um ano de frequência, mas o meu maior medo era que pessoas me abordarem com perguntas que eu não soubesse responder. Mas "seu" Herval praticamente me intimou. – Depois disso, demorou para você começar na militância? Cíntya – Não. Na mesma semana fiz uma carta contando por que queria ser militante, quais os livros que eu já havia lido e conversei com o "seu" Herval. Quando vi, já estava militando. Passei a ler ainda mais, também. – Você está na Sala dos Jovens da Filial São Paulo desde janeiro deste ano. Como foi parar lá? Cíntya – Fui a palhaça da festa do Dia das Crianças do ano passado e, no evento, a Bia (militante Beatriz Melo) pediu que o meu noivo assumisse a sala. Ele não conseguia ir sempre por causa do trabalho e eu acabei ficando na sala. A Bia me "efetivou" (risos). Aqui eu procuro fazer com que essas crianças e jovens aprendam mais sobre o Racionalismo Cristão, até para incentivar os pais. – Como a sua família encarou o fato de você tornar-se racionalista cristã? Cíntya – Foi um pouco complicado. Moro com meus avós e com a nova família do meu pai. A minha avó é evangélica e, no início, costumava dizer que a neta estava frequentando espiritismo. Por causa disso, faço as irradiações de porta fechada e ela não atrapalha. Com muita calma também, comecei a conversar com ela sobre o que a Doutrina fala sobre determinados aspectos e o que a religião dela explica. Ela foi vendo as diferenças, embora não tenha mudado de opinião. Já com o meu pai... Consegui dar muita força para ele. Como eu, ele sempre teve necessidade de estudar, saber sobre religiões. Até que um dia conheceu o Racionalismo Cristão. Ele adorou e hoje frequenta o grupo de estudos da Doutrina. – Além de ter se tornado mais centrada, em que a doutrina ajuda você na profissão? Cíntya – Eu era um pouco insegura. Ficava pensando: "Será que a pessoa vai gostar?" Trabalho com publicidade e preciso acertar o gosto das pessoas. Tenho de estar preparada para ouvir um "não gostei". Com a Doutrina, aprendi a lidar com isso. Comecei a pensar de outra maneira. Procuro fazer o meu trabalho bem feito, de forma organizada, para a minha consciência ficar tranquila. Se você se dispõe a acordar de manhã, é preciso viver bem o dia até o final. – Que lição que você tira do Racionalismo Cristão? Cíntya – Há duas frases que eu adoro, uma delas está em livros de Maria Cottas: "Tudo passa". A outra é "Pessoas esclarecidas nunca baixam a cabeça". – Quais os seus planos? Cíntya – Quero ajudar a Doutrina sempre que puder, ter acesso a mais pessoas para passar a mensagem do Racionalismo Cristão e tratar com muito carinho as crianças que nos visitam. – Que conselho você daria aos jovens que vão ler sua entrevista? Cíntya – Acredito que a gente deve viver o dia muito bem. Isso quer dizer estar bem consigo mesmo, sair de casa tendo pensamentos positivos, estar disposto a ajudar os outros, trabalhar bem e voltar para a casa no fim do dia com a sensação de dever cumprido. |
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