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Desencarnações
Clecy Ribeiro Todo dia uns nascem, outros morrem. Os olimpianos ganham as manchetes mundiais, o cidadão comum resguarda-se em circulo restritivo.Os nascimentos são festa; as mortes, pesar. Sobretudo quando se trata de desencarnações prematuras, antes de atingir o período da velhice. Como explicar? Como suportar? "A morte é um fantasma que aterroriza somente os encarnados que desconhecem as leis da evolução. Para os esclarecidos, é um fenômeno simples, que não lhes causa a menor dor ou inquietação por verem nela um motivo de aperfeiçoamento espiritual, quando não transgredidas as leis naturais", ensina Luiz de Souza, na obra Ao Encontro de Uma Nova Era. As leis naturais ditam que o ser evolua. No mundo Terra, colhe os frutos do uso que fizer do livre-arbítrio. Uma jornada carregada de dificuldades, provas, trabalho, lutas. Uma jornada ditada pela rota de antes mesmo da encarnação, a fim de evoluir, aprender, progredir. Uma trajetória quase nunca fácil de aceitar passivamente. Às vezes, os incidentes do percurso calam fundo. E é aí que o ser se experimenta, exercita o pensamento para se fortalecer, afastar o abatimento. Ensina ainda o Racionalismo Cristão que, na vida, nada acontece por acaso. A desencarnação, assim, representa mais uma etapa do progresso. Se como tal a entendermos melhor a suportamos. (Edição de agosto de 1999) |
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