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Desrespeito leva ao mau humor
Vivian Guilherme Todo bom pai diz aos filhos: “Respeite o próximo para ser respeitado”. O que na época de nossos avós era lei máxima nas relações interpessoais, parece, acabou esquecido em algum livro do século passado. Afinal, o respeito está cada vez mais difícil de ser encontrado – no trânsito, na família, entre amigos, no trabalho, no comércio, em qualquer canto. O mau atendimento prestado em diversos estabelecimentos é prova disso. O pouco caso e a falta de atenção ao próximo são reflexo de uma sociedade que aprendeu a olhar somente o próprio umbigo e esqueceu que, em essência, somos todos iguais. Não há bom humor que resista a um atendimento grosseiro e à má vontade. Com isso, são diversas empresas que perdem clientes por não suprirem uma exigência básica do ser humano: ser bem tratado. Algumas empresas já entenderam a mensagem e apostam tudo para servir, impecavelmente, o cliente. Mas, apesar das muitas tentativas, em alguns casos ainda falham. A verdade é que a exigência pelas ações rápidas, pelo fluxo constante e a conquista de algo que, ao final, ninguém sabe o que é, são os agravantes para uma vida baseada no estresse. No fim do dia, o que resta é cansaço, indisposição e, claro, mau humor. Ao acordar na manhã seguinte, o que pode restar para oferecer ao próximo senão esses mesmos itens? Dessa forma, tudo estaria baseado em um ciclo infindável de grosserias e negatividade. Falta muito ainda, para as pessoas compreenderem que, assim como a grosseria pode ser transmitida com palavras indesejáveis, um sorriso pode contagiar e alegrar o dia de muita gente. Talvez, falte ainda compreender o que Charles Chaplin um dia disse: “Sorri, vai mentindo a tua dor; E ao notar que tu sorris; Todo mundo irá supor; Que és feliz.” (A autora é jornalista, militante da filial Rio Claro (SP) do Racionalismo Cristão.) |
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