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Durabilidade do corpo humano - 2
Glaci Ribeiro da Silva O que determina quanto deve durar o corpo físico é o espírito Dissemos na abertura da série Durabilidade do corpo humano (edição de agosto de A Razão) que “longa e bem conhecida é a lista de mazelas que nos afligem conforme envelhecemos: ossos frágeis, quadris fraturados, ligamentos rompidos, varizes, catarata, perda da audição, hérnias e hemorróidas, entre tantas outras”. Dissemos também que, “para cientistas da área de Engenharia, nós caímos em pedaços justamente quando estamos chegando ao apogeu da vida, porque as máquinas vivas que chamamos de corpo não foram projetadas para funcionar durante muito tempo: elas deterioram quando nós a obrigamos a continuar em atividade depois de expirada a sua data de validade”. E terminamos o artigo anunciando, para a presente edição, propostas de soluções que poderiam compensar alguns dos defeitos de concepção contidos em todos os seres humanos. Essas propostas são dos cientistas Jay Oishlansky, Bruce Carnes e Robert Buttler, do Centro de Envelhecimento da Universidade de Chicago e o Centro Internacional de Longevidade de Nova York.
Trato urinário masculino. Examinando a anatomia da próstata de um homem, um encanador (sic) suspeitaria de um trabalho de aprendiz, porque a uretra, o tubo que leva à saída da bexiga, passa bem no meio da glândula. Essa configuração talvez tenha benefícios que até agora se desconhecem, mas acaba provocando problemas urinários em muitos homens, inclusive a diminuição do fluxo de urina e a necessidade de urinar com freqüência. Solução: Uretra posicionada do lado de fora da próstata; assim, se a próstata aumentasse não apertaria a uretra.
Trato urinário feminino. A incontinência urinária é o principal problema de encanamento (sic) que as mulheres enfrentam, à medida que envelhecem. Solução: Músculos mais fortes no esfíncter da bexiga e ligamentos mais duráveis.
Audição. As orelhas são internamente pequenas. Por isso o tímpano é facilmente lesado por ruídos muito altos. Há uma relativa escassez de células capilares no ouvido interno, o que gera retransmissões sonoras deficientes ao cérebro. Soluções: Para compensar as falhas internas, a parte externa da orelha deveria ser maior e ter mobilidade, para que os sons fossem coletados com mais eficiência. Para preservar a audição por mais tempo, as células capilares deveriam ser mais abundantes.
Visão. O nervo óptico, que é responsável pela transmissão dos sinais visuais ao cérebro, liga-se somente à porção anterior da retina – a camada interna do globo ocular. Essa ligação é frágil e pode produzir o descolamento da retina – uma patologia muito grave. Solução: O nervo óptico deveria ligar-se também à parte posterior da retina, tornando-a mais fixa para prevenir seu descolamento. DISCUSSÃO. Luiz de Souza – o autor do texto que escolhi como epígrafe desse artigo (veja edição anterior), foi um engenheiro que, hoje como espírito, faz parte da plêiade do Astral Superior. Ele desdobrou a filosofia espiritualista do Racionalismo Cristão de uma maneira simples e acessível a qualquer estudioso, através de uma trilogia que publicou na década de 60 – A Felicidade existe, Ao encontro de uma nova era e A morte não interrompe a vida. Nesses livros, adotou o pseudônimo Valério Sintra – procedimento usual na época –, porém após sua desencarnação, ocorrida em 1977, seus livros têm sido reeditados pelo Racionalismo Cristão usando o nome verdadeiro do autor. Da mesma forma que seus colegas de profissão que são materialistas, Luiz de Souza também considera o corpo humano uma máquina; mas diverge frontalmente deles ao afirmar que o que vivifica e movimenta essa máquina é o espírito. No dizer dele, essa máquina é composta pelos elementos básicos da matéria e, com suas propriedades, o espírito é capaz de interligar intimamente as moléculas que a constituem, dando-lhe vida. A prova disso é que basta o espírito se retirar definitivamente do corpo físico para que este se decomponha. Logo, o que determina a durabilidade do corpo físico é o espírito. É indispensável, porém, que nós o tratemos com o mesmo desvelo que se dá a um objeto de estimação, visto que, além de representar nossa individualidade, ele é também o bem material de maior utilidade de que nosso espírito dispõe na Terra. O corpo humano tem grande beleza artística e está realmente à altura da admiração que desperta, mas não é novidade para pesquisadores da área da saúde e para médicos clínicos mais atentos o fato dele possuir defeitos inatos. Como as correções propostas por esse grupo de engenheiros ligados à ciência oficial parecem viáveis, elas possivelmente poderão ocorrer no futuro, porquanto na sua escalada evolutiva nosso corpo físico já passou por várias mudanças, tanto externas quanto internas. Externamente, as feições grosseiras e simiescas do homem pré-histórico vêm-se tornando pouco a pouco mais delicadas. Internamente também têm ocorrido modificações importantes em alguns órgãos e funções. Esse é o caso do apêndice cecal, outrora um órgão muito longo e com função digestiva, que encurtou e deixou de exercer essa função para fazer parte do sistema imunológico. Fato semelhante vem acontecendo com nossos dentes do siso que, por falta de função, aos poucos estão se tornando congenitamente ausentes. Por outro lado, ao contrário desses órgãos fadados a desaparecer, outros, como a glândula pineal, estão programados para evoluir. Maiores detalhes sobre esse assunto podem ser encontrados no capítulo O corpo físico e suas metamorfoses do nosso livro Racionalismo Cristão e Ciência Experimental. O processo usado por mamíferos de dar à luz filhotes vivos – a viviparidade – é entre os animais uma exceção, visto que a maioria deles é ovípara. De um modo geral, os animais vivíparos completam a formação de seu corpo físico após o nascimento e conservam caracteres infantis até atingir a vida adulta. Esse processo é chamado "neotenia" e está presente também nos anfíbios e répteis. Este artigo será concluído na próxima edição, quando trataremos da evolução física do homem desde sua condição de animal primata e da ação do espírito sobre o corpo humano, na visão espiritualista da ciência racionalista cristã. (A autora é médica, escritora) |
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