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Ecos de espiritualidade
Lília Rodrigues da Silva Paiva O Racionalismo Cristão tem trabalhado muito, incansavelmente, pela libertação da humanidade Desde que se conhece o mundo em termos de humanidade, muito pouco se tem feito pelo despertar dos seres humanos. A ignorância da vida espiritual ainda campeia com grande folga, proporcionando muito facilmente a arregimentação e a alienação das almas. O desconhecimento da vida fora da matéria proporciona ao espírito a falta de conscientização do seu papel no que tange a sua evolução perante as leis supremas, que são infalíveis, irrevogáveis. Portanto, se o espírito falha no seu caminho evolucional, não ficará impune, porque essas leis por si não se derrogam, ao contrário, se fazem cumprir. O que vemos mundo afora é o total despreparo para um viver condigno dentro dos ditames de uma evolução a ser operada pelo espírito que traça em seu mundo astral toda uma trajetória de encarnação, mas muitas das vezes, sob o véu da materialidade, acaba ficando cego e deixando-se levar por engodos, embustes, pela própria ilusão da matéria e, assim, perde a noção de sua origem, de onde veio, por que veio, para que veio e para onde irá após concluir a sua marcha. Podemos ver, nesse grande despreparo, o convulsionamento do mundo, que atinge a todos, uns mais, outros menos, mas o certo é que ainda deparamos com uma humanidade incauta e desavisada dos porquês da vida e que vai vivendo sofregamente, de acordo com o que sucede no dia-a-dia, sendo que a cada hora novos fatos enganosos surgem para fisgar essas mentes ainda tão empedernidas. Se, por um lado, há esse despreparo, por outro, há grandes ecos de espiritualidade que prevalecem desde 1910, baseados nos princípios do grande mestre Luiz de Mattos, que tanto estudou a espécie humana, sabedor de que a humanidade precisaria despertar e só com a luz da razão, da consciência e do bom senso esse esclarecimento poderia atingir os seres humanos. Eis que implantou esta bela doutrina filosófica, que vem atravessando os tempos, trazendo o espiritualismo à tona, para que, de posse dele, os os seres humanos se conscientizem do papel a cumprir. A Doutrina tem-se expandido, hoje já chega aos quatro pontos cardeais do planeta. O que era divulgado apenas pela imprensa, hoje o é pela mídia eletrônica, o Racionalismo Cristão ecoa por todas as partes, fazendo chegar os seus princípios aos mais longínquos pontos. Estamos no terceiro milênio, no século da luz espiritual, em que a Doutrina ganhará muito mais campo, pois, como já foi dito, a humanidade ainda é sofredora, amparada na mística e no fanatismo. E quando esse véu cai, o espírito se volta para dentro de si e vê que aquele caminho seguido até o presente momento não o levou a lugar algum. Quando este tem a felicidade de chegar ao Racionalismo Cristão, envolve-se nos ecos de espiritualidade que dissipam as trevas e abrem um caminho luminoso diante do seu viver dali para frente. A Doutrina tem trabalhado muito, incansavelmente, para a libertação da humanidade, e com base nos seus princípios salutares é que, pouco a pouco, vai chegando a todos que a procuram em busca de um lenitivo para os seus sofrimentos e até mesmo um sacudimento fraternal que o desperte do sono mórbido pela falta do esclarecimento. Grandes espíritos passaram pela Doutrina, dando o seu quinhão, a sua colaboração para que os ensinamentos de Luiz de Mattos jamais se perdessem; e conseguiram, pois deixaram seu rastro luminoso para que, na posteridade, outros o pudessem seguir, como vem sendo feito, conforme podemos ver com nossos próprios olhos. Muito trabalho se tem feito e muito ainda está para se fazer, mas, com a união dos racionalistas cristãos em prol da grande Obra de Luiz de Mattos, temos a certeza de que a Doutrina caminhará por caminhos retilíneos, concretos. Só há uma trilha de luz, a humanidade ouvirá os grandes ecos de espiritualidade sobre este planeta, que também passa pela sua evolução. A Doutrina não é dos homens, mas do Astral Superior. É sustentada, porém, na fidelidade dos grandes homens de boa vontade pelos quais se faz o grande intercâmbio entre os planos físico e superior, para operosidade total e plena em prol da humanidade. (A autora é presidente da Filial Belo Horizonte, MG) |
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