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O valor da educação no lar
Gilney Castro Muller Publicação recente de um dos jornais de maior circulação no Brasil deu conta de que alguns estabelecimentos de ensino das maiores capitais já teriam instalado equipamentos detectores de metais nas suas portarias e outros já estariam prestes a instalar câmaras eletrônicas para gravar as ações de seus alunos em sala de aula. A necessidade de implantação de câmaras eletrônicas para vigilância nas salas de aula, com a intenção de conter a indisciplina e a perversidade de determinados alunos, confirma uma falha grave na educação inicial desses jovens, antes de ingressarem na escola.Desperdício. A educação da criança começa no berço, desde as suas primeiras mamadas. Assim, somos de parecer totalmente contrário à instalação dessas câmaras, porque com elas não se conseguirá reeducar ou remodelar esses "alunos rebeldes", o que os seus próprios pais, por omissão ou completa ausência de seus lares, não o fizeram no devido tempo. O dinheiro gasto na compra desses equipamentos poderá servir para comprar modernos computadores, reequipando laboratórios de informática, que poderão proporcionar maiores conhecimentos aos alunos aplicados que querem, realmente, estudar e aprender novas lições. Alguns pais não se preocupam com a educação de seus filhos, mantendo-os em ambiente onde tudo lhes é permitido fazer; imaginam que as escolas ou os estranhos irão educá-los depois, mais tarde. Quando esses adolescentes são contrariados no ambiente escolar, coletivo e disciplinado, se revoltam contra colegas e educadores porque estes procedem corretamente como criaturas civilizadas, causando-lhes verdadeiro choque de valores com uma onda de revolta e indignação. As escolas públicas e particulares deveriam ter autonomia para chamar os pais dos alunos indisciplinados e incorrigíveis e responsabilizá-los pelo descaso que tiveram com a educação de seus filhos antes do período escolar. Reformatórios. As câmaras de vigilância não impedirão aos alunos rebeldes, a prática de suas ações de perversidade. Para estes é que deveriam ser criadas escolas especiais reformatórias com a mais rigorosa vigilância eletrônica e pessoal, condicionando-os a uma rigorosa disciplina com regras e normas para tudo. Portanto, pode-se afirmar que a falta de educação das crianças no lar é a causa principal de toda sua rebeldia, indisciplina e perversidade, como agem alguns alunos no ambiente escolar. Certamente, a educação é tudo na vida da criança. Aqueles jovens que ouviram alguma vez a palavra "não" acompanhada de orientação sincera e amiga de seus pais ou responsáveis, hoje, convivem em harmonia com colegas e professores, porque aprenderam a respeitar o semelhante e a conviver com ele, principalmente com os seus educadores. O autor é presidente da Filial Santa Maria - RS |
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