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Atenção especial na educação dos filhos
Maria Cottas Há que se educar a criança para que o adulto não seja castigado, diz um ditado popular. Os responsáveis pela educação de uma criança precisam ficar muito atentos, para que ela não absorva as maldades e indignidades que ocorrem pelo mundo afora. Devem cuidar não apenas da orientação intelectual, mas também da educação do espírito, e que aprenda o valor da honradez, da honestidade, vá formando o caráter. Mais tarde será respeitada como cidadã, por sua conduta digna.As pessoas estão distantes do esclarecimento espiritual que o Racionalismo Cristão lhes oferece, ainda desconhecem que o ser em evolução na Terra é constituído de espírito, corpo fluídico e corpo físico, não sabem que o espírito tem faculdades e atributos a serem desenvolvidos. Por não conhecerem o lado espiritual da vida, revoltam-se com os descaminhos, vendo a impunidade reinar por toda parte. Daí acharem que também devem tirar proveito das oportunidades incorretas é um passo. Mau passo, porque as crianças percebem com facilidade o que acontece ao redor, captam os exemplos nocivos. Com a continuidade do malfeito, acham que é normal o que os adultos fazem, o que explica o descalabro existente. Os pais menos avisados não percebem a situação e os filhos crescem convivendo com os prejudiciais hábitos paternos. Os desvios de caráter são de correção difícil, porque ficam impregnados no corpo fluídico. Ninguém muda o modo de proceder de uma pessoa quando adulta. Só ela mesma poderá remodelar-se, quando for acossada por sofrimentos decorrentes do mau uso do livre-arbítrio. Sabemos o quanto é difícil educar filhos. Por vezes, os pais ficam desalentados, sem forças para enfrentar as responsabilidades que assumiram ao receber nos lares espíritos confiantes na escolha que fizeram nos mundos espirituais. Muitos vivem a reclamar dos filhos, criticam as atitudes ruins, mas não elogiam as boas, até chegam a chantagear para que tenham bom comportamento. É preciso observar as crianças desde cedo, ter critério e discernimento para falar com elas nas horas certas, sem ameaças ou castigos físicos, mas com diálogo, impondo limites, explicando o motivo de um não bem aplicado, o não que educa. Por isso, queridos pais, estejam atentos aos filhos. Os erros de ordem moral dos adultos refletem a falta de boa orientação na infância. |
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