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Educação espiritual
Mozart Camacho Cônjuges esclarecidos sabem de suas responsabilidade no lar São poucos os homens e as mulheres preparados para ministrar aos filhos educação de acordo com as necessidades da vida espiritual e da vida material. O Racionalismo Cristão ensina que não basta pôr filhos no mundo, torna-se necessário ampará-los material, moral e espiritualmente. Por isso, não é possível dissociar o lar da escola. Muitos confundem intelectualidade com espiritualidade. As duas devem marchar paralelas, mas é comum desenvolver a intelectualidade no sentido material. Então a espiritualidade vai-se distanciando. O normal seria a educação no lar e a instrução na escola. A educação deve ser ministrada nos lares quando os cônjuges esclarecidos medem suas responsabilidades. O homem e a mulher, com atribuições diferentes, se completam no cumprimento do dever. Os pais não podem modelar os filhos; cada um tem sua personalidade espiritual, embora em corpo de criança, sujeito às leis físicas deste mundo. Nessa fase, embora sujeitas ao livre-arbítrio dos pais, as tendências vão surgindo e a educação é necessária para corrigir as más e realçar as boas. Uma depende da outra. A infância, a base, o alicerce; depois a adolescência e a mocidade, quando o espírito está preparado para exercer o livre-arbítrio e sente o reflexo do que foi na infância. Por esta razão se diz: "ensinar a criança é gravar em mármore". Pela falta de esclarecimento espiritual muitas existências físicas se perdem, mas quem chega a uma casa racionalista cristã, mesmo adulto, aliando as boas intenções ao esclarecimento espiritual, pode, reeducando a vontade, modificar-se em hábitos e costumes e recuperar em parte aquilo que na infância não teve a seu alcance, dando outro rumo a sua vida. (O autor é Presidente da Filial Pelotas - RS) |
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