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| Em busca do
equilíbrio Tharsila Prates As tragédias familiares, os desastres naturais, a violência e todas as outras notícias ruins continuam nas páginas dos jornais e na TV, deixando as pessoas perplexas, assustadas e cada vez mais descrentes em um mundo melhor. Além da educação que deveria ser ofertada com qualidade a todas as crianças para, assim, torná-las adultos conscientes, é necessário que haja uma mudança radical nos lares e a tão falada – mas pouco praticada – mudança interior. Essa transformação traria equilíbrio para as nossas vidas, ao invés de tensão e medo. Um equilíbrio que viria com o cumprimento do dever, basicamente. Cada um pensando em fazer o que lhe cabe e só. O esforço é por um motivo muito simples: devemos buscar a paz para estarmos cercados de boa assistência espiritual. Com ela, podemos afastar de nós as coisas ruins que podem ser evitadas com bons pensamentos e o livre-arbítrio voltado para o bem. Isso não quer dizer que as pessoas não sofram, que não passem por momentos difíceis, duros mesmo. Com o esclarecimento e a consciência de que somos constituídos por Força e Matéria, porém, podemos vencer. A Síntese dos Princípios Racionalistas Cristãos da obra essencial Racionalismo Cristão traz as normas de conduta que os indivíduos devem seguir para alcançar uma vida relativamente tranquila. Selecionamos aqui os princípios que têm a ver com a questão do equilíbrio em nossas vidas. São eles: • manter o equilíbrio das emoções na análise dos fatos, para não afetar a serenidade necessária; • ter consideração pelo ponto de vista alheio, principalmente quando manifestado com sinceridade; • eliminar do hábito comum a discussão acalorada; • exercer o poder da vontade contra a irritação; • cultivar permanentemente o bom humor, por meio do qual as células orgânicas recebem influências salutares; • apurar ao máximo o sentimento fraternal da amizade para com as pessoas de bem, com a finalidade de intensificar a corrente harmônica afim do planeta, em benefício comum. O autor da biografia de Luiz de Mattos, Galdino Rodrigues de Andrade, lembra ao final do livro "o gesto de solidariedade humana da Doutrina ao recomendar a observância das referidas regras, tanto quanto possível, apenas com intento de prevenir o ser humano contra males espirituais e materiais perfeitamente evitáveis pela prática leal dos princípios racionalistas cristãos", como já foi afirmado anteriormente. Repetimos ainda que não é preciso ser super-homem para conseguir colocar em prática esses princípios. Basta ter força de vontade e não deixar que as circunstâncias dominem o seu estado de espírito. A leitura das obras da Doutrina ajuda as pessoas a obter o esclarecimento e a clarear o raciocínio, incentivando a prática do bem. É só querer. (A autora é Jornalista) |
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