|
Em busca da eternidade
Humberto Fecher
Embora a maioria das pessoas pense que sua trajetória se limita somente a esta vida, 70, 100 anos, na realidade isto é apenas um passo em uma longa caminhada da partícula da Inteligência Universal. Nessa longa caminhada vamos encontrar de tudo: sofrimento, dor, alegria, felicidade, desilusão etc.
Mas o espírito é um guerreiro ávido de novas conquistas espirituais pronto para a luta, não teme a iniqüidade, a adversidade, mantém-se sempre alerta contra o mal (o astral inferior), irradia às esferas superiores, buscando o fortalecimento para a luta.
Grandes filósofos do passado, verdadeiros espíritos abnegados em prol do esclarecimento do semelhante, tiveram que lutar muito para dar cumprimento a suas missões, alguns foram levados pelos déspotas da época ao sacrifício físico. Mas nunca perderam a coragem. A força bruta dos tiranos, em muitas ocasiões, levou esses espíritos evoluídos à desencarnação prematura, crucificação, fogueira da inquisição (antigo tribunal eclesiástico, conhecido também por Santo Ofício, instituído para punir os supostos crimes contra a fé religiosa) interrompendo o esclarecimento da humanidade, e prejudicando o progresso e a evolução espiritual do ser humano.
Joana d'Arc (1412-1431), heroína nacional da França, chamada de a Donzela de Orleans, nasceu em Domrémy, na região francesa do Barrois. Filha de camponeses, desde pequena distinguiu-se por sua índole piedosa. Uniu a nação em um momento crítico e deu rumo decisivo à Guerra dos Cem Anos em favor da França.
Em plena Guerra dos Cem Anos, Joana convenceu o rei Carlos VII de que tinha a missão divina de salvar a França. Desse modo, foi posta à frente de tropas, com as quais conduziu o exército francês a uma vitória decisiva sobre os ingleses em Orleans. O entusiasmo dos combatentes franceses, fortalecido pela estranha figura da aldeã-soldado, fez com que os ingleses levantassem o sítio à cidade.
Em 1430, dirigiu uma operação militar contra os ingleses em Compiègne, perto de Paris, onde foi capturada e levada a um tribunal eclesiástico, em Rouen, o qual a julgou por heresia e bruxaria. Em 30 de maio de 1431, ela foi levada à fogueira na praça do Mercado Velho.
Sócrates, (470-309 a.C.), filosofo grego. Sua contribuição à filosofia teve acentuado caráter ético. A base de seus ensinamentos foi a crença na compreensão dos conceitos de justiça, amor, virtude e conhecimento de si. Sócrates acreditava que todo vício é produto da ignorância. A virtude, afirmava, é o conhecimento. Aqueles que conhecem o bem agem de maneira justa. Acusado de desprezar os deuses do Estado e de introduzir novas divindades, foi condenado à morte. Embora seus amigos tivessem preparado sua fuga da prisão, preferiu acatar a lei, morrendo após beber uma infusão de cicuta.
O autor é Presidente da Filial Lins, SP
Página principal | Arquivo
|