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O entendimento da razão
Adaíze Aparecida Américo O estudo dos acontecimentos humanos, desde a Grécia Antiga, já indicava ausência de subjetividade. Partindo deste pressuposto, a concepção de razão implica a inexistência de dogmas. Enquanto faculdade geral de guia da conduta humana, a razão é a força que liberta dos preconceitos, do mito, das opiniões enraizadas, mas falsas, das aparências, e consente estabelecer um critério universal ou comum para a conduta do homem em todos os campos. Nesse contexto, estamos analisando razão conforme Platão a concebeu, em que o homem tem acesso ao conhecimento genuíno, e não às opiniões baseadas na percepção sensorial do mundo mutante dos corpos físicos. Fica muito difícil ter-se consenso acerca da razão, mas o critério de avaliação baseia-se na realidade e na lógica. A lógica é a diretriz da razão. Sendo o homem o único ser racional, ou seja, sendo a razão faculdade própria do homem e o que o distingue dos outros animais, faz dele um usuário da lógica. A lógica, significa a conexão de idéias, a ligação entre pensamentos e a indicação do resultado através destas conexões. Fica relativamente fácil deduzirmos que o homem, então, escolhe seus caminhos baseado no que de melhor pode lhe acontecer. Ele utiliza a razão, é um ser racional, logicamente amparado. Deslocamos o foco do conceito de Platão, em que existia uma preocupação somente com o homem genuíno, e passamos a um mundo mutante, a um mundo de transformações, mas, mesmo assim, com a preocupação de se posicionar como logicamente favorável ao homem. Razão, nesse contexto, situa-se como um senso humano para a definição do que é correto e melhor para o homem. O que o homem deve fazer e o que é primordial para sua existência são definidos pela razão, pela racionalidade de suas ações. Ele existe e vive dependente da racionalidade, ela dirige-lhe os passos, indica-lhe o caminho, posiciona-lhe a realidade. Desta forma, tolhe também sua liberdade, ao mesmo tempo em que libera sua autoconfiança, pois lhe fornece subsídios para um viver coletivo. (A autora é freqüentadora da Filial Cuiabá, MT) |
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