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Escolhas ou manipulação?
Maria Gomes Alvim Ter sucesso ou dar certo na vida não é ter a mesma história das celebridades das revistas Percebo cada vez mais que nós somos condicionados a desejar coisas que nada têm a ver conosco. Somos submetidos a um verdadeiro bombardeio de informações que nos fazem acreditar que precisamos daquilo para que possamos ser felizes. A publicidade é uma grande vilã neste sentido. Para mim, a publicidade age para que um mendigo acredite ser uma pilha elétrica mais importante do que um prato de comida em sua vida. Crescemos ouvindo que, para sermos felizes, teremos que atingir o sucesso, precisando seguir regras para consegui-lo. Centenas de livros são escritos dando-nos dicas imperdíveis, como numa receita de bolo. Aí é que mora o perigo. Começamos mal por conta da própria ansiedade familiar que transfere aos filhos as frustrações de não termos conseguido chegar lá. E aí começa a via-crucis. Muitas vezes vemos pais dizendo coisas do tipo: “Não siga a carreira de músico, porque você vai ficar pobre", forme-se advogado ou engenheiro e faça da música um hobby.” De tanto ouvir conselhos como esse, a pessoa acaba frustrando-se, pois, mesmo que consiga concluir um curso desses, não consegue decolar. Pudera, não tem nada a ver com ele! Isso quando não ouve frases dos pais sugerindo que ele não tem talento e nada será ao crescer. Esse é um dos maiores agentes castradores da criatividade e do talento de qualquer um. Essas vozes, a que chamo de induções, permeiam a nossa vida e nos impedem de acreditar que podemos ser felizes do nosso jeito. Ter sucesso ou dar certo na vida não é ter a mesma história das celebridades que aparecem nas revistas. Não é ter o mesmo carro importado ou morar num endereço que o identifique como bem sucedido. Os consultórios médicos e terapêuticos estão lotados de pessoas “que deram certo” para tratamento de depressão, tentativas de suicídio, desesperança, desmotivação, vazio existencial etc. Conseguindo, ou não, seguir o que a sociedade impõe para se enquadrar no modelo de pessoa bem sucedida, através da propaganda e da cultura reinante, o ser humano está cada vez mais distante de si mesmo. Além de estar mentindo para si próprio, percorrendo um caminho que não é seu, mente aos outros para sustentar-se nessa situação. Isso se aplica a casamentos, sociedades, cargos públicos, escolha de carreiras, definições filosóficas e religiosas. Paga qualquer preço para não desapontar a família, os amigos, os colegas etc. Fica doente e parte para remédios, vícios etc. Chega uma hora que não dá mais. A vida empurra para a verdade e esse encontro é doloroso. Se você vive uma mentira, será sempre cercado delas e de castelos de areia, sustentáveis por pouco tempo. Desmoronam ao primeiro vento forte. Por isso, o estudo do Racionalismo Cristão proporciona ao ser humano auto conhecimento, alcançado através de leituras que o levam ao conhecimento de si próprio, como partícula da Inteligência Universal, capaz de construir sua própria vida. Após entender os princípios da Doutrina, compreender a importância da limpeza psíquica, a primeira sensação que as pessoas têm é de que recuperaram sua integridade. Como se elas tivessem vivido, até então, papéis para agradar ou ser aceitas por outras pessoas. Elas reconquistam sua autoconfiança e auto-estima. Deixam de ser reféns dos outros quanto às suas escolhas. Percebem que estavam num jogo de manipulação entre opressor e oprimido. Compreendem que, se falharem, não haverá punição e, assim, se sentem à vontade em admitir a verdade. Permitem-se, na mesma proporção, erros e acertos. É assim que se cresce. Viemos aqui para crescer. Não iremos ganhar nenhuma medalhinha no final do percurso. Quanto mais verdadeiros formos, mais rapidamente mudaremos o rumo da situação, por pior que esteja. Outra questão recorrente é quanto ao fato de as pessoas investirem totalmente suas vidas em tarefas, obrigações, trabalho, responsabilidade e não terem um período do seu tempo para si mesmas, para o seu lazer e prazer. Querem iniciar essa jornada pessoal quando se aposentarem ou mesmo quando os problemas nos quais estão envolvidos se solucionarem. Adiam o ser feliz, e quando se dão conta já não estão com saúde ou com energia plena. Somos falhos e usamos apenas 10% da nossa capacidade cerebral. Com essa informação já temos motivo suficiente para percorremos o caminho da Verdade e só conseguiremos realizá-lo, iniciando por nós mesmos. Lembrando que sonho não se compra; sonho se conquista. (A autora é Militante da Filial Jacarepaguá, RJ) |
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