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O legal é estar seguro
Tharsila Prates
Ei, você! Por acaso está pensando que já virou gente grande? Nã-nã-ni-nã-não!
Andar na rua, só de mão dada com um adulto, e na faixa de pedestres; no
shopping, subir de escada rolante, só se estiver acompanhado também de
um adulto e, de preferência, com as mãos agarradas nas dele; para andar de
carro, só no banco de trás e com cinto de segurança. Isso mesmo. Você leu ou
ouviu direitinho: o cinto é de segurança; não é um castigo. Castigo é
ooooooutra coisa. Por exemplo: é ficar sem jogar videogame ou ir à casa da
melhor amiga por uma semana, se fizer malcriação!
Em casa, nada de subir em bancos, sofás, cadeiras, mesas, camas e tudo o
mais de onde você possa cair. Como todo mundo sabe, cair machuca.
Outra coisa que pode machucar é sair por aí correndo, desgovernado. Correr
pra quê? O mundo não vai acabar nem em 2012 nem daqui a muuuuuuitos anos.
Mexer no que não é seu também não é legal. Vai que a coisa mexida morde? Aí,
você se machuca; se machucar, você chora; se chorar, chama a atenção do dono
da coisa mexida. E aí? Olha o malfeito sendo descoberto!
Mentir também não é coisa boa. Dizem que mentira tem perna curta, porque
acaba sendo descoberta rapidinho; não vai muito longe. Um exemplo bom para
contar é aquele do afogamento. Sabe qual é? O engraçadinho, dando uma de
exibido, sempre finge que está se afogando. Todo mundo corre preocupado e,
ao revelar que é brincadeira, cai na gargalhada. Quando acontece de se
afogar de verdade e grita feito um desesperado, ninguém vai acudir, porque
pensa que é a brincadeira de sempre. Por isso, mentir não é seguro, nem
bonito, nem engraçado.
Para aumentar a listinha, não é seguro ainda: brincar com fogo, mexer em
tomadas, pinotar próximo a janelas, subir e descer escadas sem segurar nos
corrimões, dar trela a estranhos, caminhar olhando para baixo ou para trás,
segurar mil coisas, se temos apenas duas mãos, arriscar-se com vidros ou
outros objetos que possam cortar, como facas, tesouras etc.
Se a gente se lembrar de mais coisa que não é segura, fala na próxima
edição. O resto é com você.
(A autora, jornalista, é frequentadora da Filial São Paulo, SP)
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