Utilização das estratégias certas é o segredo

Tharsila Prates

Pesquisa britânica concluiu que o motivo para a maioria das pessoas não conseguir pôr em prática suas resoluções de Ano Novo é o uso de estratégias equivocadas. De acordo com o estudo, publicado no jornal The Guardian, as técnicas mais bem sucedidas tendem a ser aquelas em que a pessoa faz um plano e tenta ajudar a si própria a alcançar o seu objetivo.

É o que encontramos nos ensinamentos ministrados pelo Racionalismo Cristão – Doutrina centenária, mas cujos princípios ainda não são seguidos pela maior parte da humanidade, infelizmente.

Segundo a pesquisa, 78% das 700 pessoas entrevistadas falharam em seus propósitos, que variaram entre perder peso, desistir de fumar, conseguir um diploma ou começar um relacionamento melhor. Muitas delas haviam seguido conselhos de gurus de auto-ajuda. Ainda segundo a pesquisa, essas pessoas optaram por reprimir desejos, fantasiar sobre o sucesso, adotar um modelo como referência e até apostar unicamente em sua própria determinação, sem colocar a mão na massa.

O psicólogo Richard Wiseman, da University of Hertfordshire, autor do estudo, disse ao The Guardian que, para conseguir perder peso, por exemplo, não basta colar a foto de uma modelo magra na geladeira ou fantasiar sobre ser magro. Tem de ir à luta, dividir o objetivo em pequenos passos e comemorar sempre que os alcançar.

Compartilhar seus planos com amigos, focar a atenção nos benefícios alcançados e anotar seus progressos em um diário são outras dicas dadas pelo pesquisador.

Wiseman acredita ainda que tomar uma única resolução de cada vez e tratar recaídas ocasionais como escorregões momentâneos também ajudam na caminhada até a concretização do objetivo.

Por trás de todas essas orientações, podemos perceber a disciplina que o indivíduo precisa ter para alcançar os seus objetivos. Disciplina, força de vontade, pensamento positivo, livre-arbítrio voltado para o bem, concentração e uma série de outros atributos são primordiais para que o desejo se torne realidade.

O pensamento, quando altruísta, deve transformar-se em ação. E, para que isso aconteça, é necessário lutar com as armas certas e ter esperança. Como escreveu Maria Cottas, em Páginas Soltas, todos nós passamos por maus pedaços e por desilusões, mas é preciso sempre ter esperança. "A esperança é a última a morrer na mente humana. E, ai de nós, se ela não existisse. A vida seria um desconsolo, um desespero. Alimenta-se sempre a esperança de que algo de bom e consolador está para vir."

Junto a isso, vamos trabalhar. Vamos progredir, avançar. Com planos, vontade de ajudar a nós próprios e sem fantasiar sobre o sucesso. Mãos à obra e feliz 2010!

(A autora é jornalista)

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