![]() |
![]() |
|
|
|
|
Evolução, a lei da vida Magna questão para os filósofos do nosso tempo Caruso Samel Em conversas com amigos e companheiros e em algumas palestras que temos apresentado em casas racionalistas cristãs, quase sempre, na fase de perguntas, surge a "grande pergunta": "Se o Grande Foco é a Inteligência mais evoluída do Universo e representa o Todo Universal, perfeito e absoluto, por que se torna necessário que suas partículas tenham que passar por longo processo evolutivo, se de início elas já eram perfeitas?" Demos algumas respostas e despertamos muitas reflexões nas mentes das pessoas. Aqui e agora, esperamos poder responder a essa pergunta com uma argumentação intuitiva, lógica e racional, tão essencial em nossa Doutrina, com o desdobramento que despretenciosamente apresentamos neste texto. O racionalista cristão estudioso e convicto das coisas sérias da vida, que conhece todos os princípios da Doutrina e os assimilou, já deve ter percebido que a evolução é a lei maior do Universo. Sem ela o Universo não teria existido e a vida não se teria perpetuado até às suas formais mais inteligentes. Portanto, o mecanismo pelo qual se processa a evolução em todos os numerosos níveis da escala evolutiva da Força Inteligente, que abrange todos os reinos da natureza, deve ser coisa bem sabida. Todos devem esforçar-se para entender, o mais que possível dentro do seu grau de espiritualidade, o que é e como se processa a evolução. Isso equivale a saber que a evolução regula todos os processos de atuação da Força Inteligente, não só na Terra como em todo o Universo. E dentro do princípio Força e Matéria, sabe-se, também, que a Força Inteligente é o elemento ativo que age sobre a Matéria, sendo esta o elemento passivo neste conceito dual de compreensão do Universo. Deve-se entender, também, que a evolução é um processo auto-regulável, dinâmico, cíclico e recorrente. Há recorrência em todo e qualquer sistema fechado ou aberto em que ocorre retro-alimentação (feed-back), tanto da Força Inteligente atuante como da informação, esta última entendida como o processo de acumulação de conhecimentos experimentados pela Força ao longo das suas numerosas trajetórias evolutivas, sempre segmentadas, pelas quais passa. Só assim pode a Força evoluir, isto é: acumular memória dos fatos; adquirir "experiência"; transferir e compartilhar a memória acumulada com outras partículas de Força; trabalhar a realimentação da informação para consolidá-la com as novas memórias adquiridas; e recomeçar o ciclo dessa relação. Todo esse processo, que pode ser estendido por um ou vários capítulos de muitas páginas, é cíclico e hierárquico pela eternidade dos tempos, partindo-se sempre do mais simples para o mais complexo e perfeito. Isso quer dizer que a evolução parte sempre da mais ínfima partícula de Força (perfeita, porém com uma quantidade reduzida de propriedades ainda não qualificadas como atributos) até a mais completa (perfeita e com uma completa quantidade de atributos desenvolvidos), já agora como espírito encarnado em corpo humano. Ora, quando uma partícula emana do Grande Foco para iniciar sua jornada evolutiva, ela o faz partindo para um longo processo evolutivo de bilhões de anos. Os atributos que traz para isso são aqueles, e somente aqueles, de que precisa para que a Força vibre e movimente os átomos desde o mais simples ao mais complexo (toda a série dos elementos chamados naturais, do hidrogênio ao urânio), com eles estruturando e colocando em movimento o "interior" desses átomos, dando-lhes e conferindo-lhes "vida incipiente", através das propriedades conhecidas da Química e da Física. São, portanto, Forças primitivas, porém maduras e completas para o que têm que fazer, nem mais, nem menos. Essa ação constitui a base de uma hierarquia de forças reguladoras e interligadas ao Grande Foco e a todas as coisas e fenômenos do Universo, exclusivamente pelas suas frequências vibratórias, sendo a mais simples a que está contida e atrelada aos átomos de hidrogênio. É claro que não estou descendo aos pormenores das subparticulas constitutivas dos átomos, objeto de estudo da Física Quântica. Assim, a Força traz bem ativos somente os atributos de que precisa para desenvolver-se, nem mais nem menos, pois "a natureza não dá saltos" nem desperdiça seus recursos, já que as leis naturais que tudo regem são exatas e imutáveis. A partícula de Força tem, assim, tudo de que precisa para dar os seus primeiros passos rumo à sua longa trajetória evolutiva visando ao acúmulo e ao aperfeiçoamento dos conhecimentos adquiridos. Outro aspecto diz respeito ao processo de individualização da Força, que ocorre paralelamente com o desenvolvimento da partícula. Esta já se nota, de forma incipiente, desde as espécies minerais cristalinas – estrutura de aglomerados de moléculas, como no diamante e outras pedras preciosas, e vai culminar na espécie humana, depois de ter passado pelos reinos da natureza. No ser humano, finalmente, a Força ganha uma inteligência mais apurada e um novo atributo, o atributo das decisões – o livre-arbítrio. Com este, ela ganha a liberdade e se torna mais independente perante as outras partículas que lhe são iguais e assume definitivamente a consciência de si mesma e a responsabilidade por seus atos. Aspecto que causa confusão e precisa ser considerado é o sentido que se pretende atribuir à palavra perfeição. Perfeição aqui deve ser entendida como exato e completo para realizar o que tem a fazer. Não tem o sentido que estamos acostumados dar, sem um exame mais minucioso, de englobar todos os atributos da Força, mesmo sem deles necessitar, pois é preciso que a partícula primitiva, porém essencial, os desenvolva por si mesma, ao longo de sua própria evolução. Deixando para trás o instinto animal e as reações animalizadas negativas, a Força, já agora na qualidade de espírito, começa a realçar os atributos da inteligência e dos numerosos sentimentos e emoções. Estas últimas evoluem no homem até se transformarem em virtudes próprias dos seres superiores até que o espírito não precise mais reencarnar para atingir esse objetivo de aprendizado, desenvolvimento e purificação. Daí em diante, o espírito continuará sua trajetória evolutiva em planos astrais mais evoluídos, esclarecendo a humanidade no desenvolvimento e eliminação total dos sentimentos negativos, à medida que evolui através de numerosas encarnações. Evolução da Força 1. Acumulação de memória dos fatos; 2. Aquisição de "experiência"; 3. Transferência e compartilhamento da memória acumulada com outras partículas de Força; 4. Trabalho da realimentação da informação para consolidá-la com as novas memórias adquiridas; e 5. Recomeço do ciclo desta relação. (O autor é Militante da Filial Butantã, SP) |
|
|
|
|