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Expansão da força espiritual
Não é panacéia, mas um ponto de apoio para a reflexão de como fazer as coisas de forma correta.
É muito grande o número de pessoas que não dão a mínima importância aos conceitos de auto-ajuda. No entanto, quase tudo que as criaturas desejam, pensam e raciocinam só se transformam em atitudes e vivências, isto é, experiência real, através do mecanismo da auto-ajuda que movimenta a força de vontade, incitando-as no sentido de bem cumprirem os seus propósitos. Nada, nada mesmo, é impingido às criaturas se estas não estiverem dispostas a aceitar novas idéias e conceitos de vida, se elas de fato não quiserem.
É muito difícil dar conselhos a quem não os pede, mas, se a criatura é uma pesquisadora nata, que busca sempre novos conhecimentos e procura pô-los em prática, então, quando lhe cai às mãos um livro de auto-ajuda, sua leitura pode realmente facilitar e até mesmo acelerar sua evolução.
Estamos falando aqui da auto-ajuda que é assimilada por afinidade de sentimentos e pensamentos entre o autor e o leitor e - por que não dizer? - por necessidade de pôr em prática um processo que permite às criaturas suavizar seus sofrimentos pela compreensão e pelo esclarecimento sobre as coisas sérias da vida.
Quando a auto-ajuda atinge de fato o âmago da criatura, a luz se faz e tudo se torna mais direto e mais fácil de ser entendido. Deixam de ter sentido os milagres e os enigmas; as crendices e superstições desaparecem como que por encanto; os embustes e as falsificações são facilmente percebidos; cai por terra a máscara da hipocrisia e a mentira passa a ser tida como o pior os vilões e, por fim, a verdade transparece com todo o seu esplendor.
Então, e por tudo isso, não devemos menosprezar os livros de auto-ajuda. Se fossem ruins não se venderiam tantas obras desse gênero. Esses livros, com os livros didáticos em primeiro lugar, são os mais vendidos. Isto vem demonstrar que a ânsia da procura por algo mais, que os métodos cotidianos de ensino não conseguem difundir, continua viva na mente das pessoas, faltando-lhes a firmeza necessária para conseguirem junto com o progresso material também o espiritual.
É hora de lembrar que auto-ajuda significa "fazer por si mesmo e para si mesmo". Nesta mesma linha, com o prefixo "auto", temos autocrítica, auto-estima, autoconfiança, auto-suficiência etc. São todos temas para indicar que o centro do pensamento e da ação está na própria pessoa e, por isso, seus recursos espirituais precisam ser conduzidos em seu próprio benefício para melhoria do seu comportamento e relacionamento com seus semelhantes. Portanto, não adianta apenas ler; é necessário ler, meditar, refletir e assimilar as idéias básicas ou preceitos para sua efetiva aplicação no dia-a-dia de sua vida. Do contrário a auto-ajuda não tem sentido, não vale nada.
Convém ter em mente que a auto-ajuda não é uma panacéia, um super remédio para todos os males do comportamento humano, mas não há dúvida de que ela funciona. Funciona porque leva a pessoa a gerar pensamentos positivos, despertar o entusiasmo e abrir os olhos para os seus reais propósitos de vida dentro de uma visão mais abrangente do mundo. Não é a chave do sucesso, como muitos autores prometem; ela é apenas um meio para atingir vários fins na vida e se comporta como um ponto de apoio para o ser pensar e refletir sobre como fazer as coisas de forma correta, mas não funciona se a pessoa não parte imediatamente para a ação. Isto equivale a dizer que os preceitos da auto-ajuda têm que motivar as criaturas para pôr seus pensamentos em ação e firmar suas vontades no sentido de realizarem o que de fato assimilaram, sempre subordinadas à razão e ao bom senso, para poderem adaptar seus preceitos aos propósitos de suas vidas dentro da moral e da ética. Portanto, é necessário passar do "puro pensar" para o "real agir", pois do contrário nada acontece. Fica, então, bem claro que a auto-ajuda precisa da vontade da própria pessoa, condição determinante para o sucesso.
Como saber qual o livro de auto-ajuda que melhor se ajusta às necessidades de uma determinada pessoa? Entre tantos livros de auto-ajuda que foram lançados e estão sendo publicados, a cada ano, pelo mercado livreiro haverá sempre alguns que melhor estimulam as forças latentes de uma determinada criatura, motivando-a a obter os melhores resultados. Em tudo isso, não se pode descartar a grande importância da linguagem, pois é bem conhecido um ditado que diz "cada cabeça, cada sentença", o que vale dizer que as mensagens ou preceitos precisam ajustar-se às necessidades de entendimento e compreensão do leitor.
Os livros de auto-ajuda que se fundamentam na força interior ou nas forças latentes do indivíduo, vale dizer, na sua força espiritual - representada pelos seus atributos espirituais - e estimulam esses atributos, mormente a força de vontade, afastando a indolência, a inércia e o desânimo, são os que melhor atingem seu objetivo maior, que é o de criar um reforço na auto-estima da criatura, induzindo em suas mentes uma forte confiança em si mesma.
Sabemos que existem duas vertentes de livros de auto-ajuda. Uma é positiva, reforça a auto-estima e a autoconfiança em si mesmo e se fundamenta na razão e no bom senso, isto é, em bons princípios de sadio espiritualismo e psicologia aplicada; a outra vertente não tem fundamento científico de qualquer espécie e é fortemente negativa, mística e supersticiosa, para não dizer exploradora da credulidade humana, atingindo grande número de incautos. Uma pesquisa na internet sobre o tema auto-ajuda nos revela que, entre milhares de textos de sites com milhões de páginas e anúncios de livros cobrindo esse tema, mais de 95% recai na segunda vertente, negativa, e menos de 5%, na primeira, positiva, portanto, é necessário muito cuidado na escolha da obra que o leitor pretende ler.
Os livros que enquadramos na vertente positiva do parágrafo anterior utilizam, além de um palavreado adequado, técnicas de persuasão bem fundamentadas, aceitas pela razão e pelo bom senso de leitores desejosos de reformular seus comportamentos, seus modos de ser, suas relações de amizade com os familiares e suas realizações pessoais no campo profissional. Eles criam uma firmeza e têmpera necessárias para os leitores firmarem convicções duradouras em seus espíritos, como ponto de apoio e reforço a suas vontades, transmitindo-lhes entusiasmo para enfrentar o desânimo e reveses da vida com sucesso.
Já os livros enquadrados na vertente negativa preferem utilizar técnicas de abordagem diferentes, enganosas e até perigosas, para atingir seus fins, na expectativa de que cada pessoa tem experiências e vivências diferentes - premissa que é verdadeira -, mas só isso e nisso fica: tudo mais é puro engodo. São falsas lições que se inclinam na direção do misticismo religioso, superstições, ocultismo, esoterismo, quiromancia ou artes divinatórias (tarôs, búzios e outras), poder dos cristais, numerologia, xamanismo (bruxaria baseada nos elementos), wica (bruxaria baseada na força da natureza) e até ufologia. É uma panacéia de promessas enganosas!
É difícil acreditar que, em pleno século XXI, tais práticas dos homens primitivos das cavernas e dos magos e feiticeiros da Idade Média ainda vicejam. Nós condenamos todos os livros de auto-ajuda que direcionam os seus leitores para tais práticas, sabidamente inoperantes e até perigosas, que desvirtuam e escondem o verdadeiro sentido do mais nobre objetivo da auto-ajuda, que é o de dar o peixe e ensinar a pescar. Fujam os leitores de tais práticas.
Mais recentemente, por volta de 1990, e com grande novidade levada aos quatro ventos do planeta, surgiram os livros de PNL - Programação Neurolingüística, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida das pessoas, anunciada como "uma poderosa tecnologia de transformação humana".
Por meio dela pretendem ensinar as pessoas a utilizar de modo eficiente a mente para atingir os objetivos desejados mediante "o conhecimento da estrutura subjetiva do ser humana".
Pretendem, ainda, os defensores e praticantes da PNL "ajudar a comunicarmos conosco mesmo e com nossos semelhantes". Enfim, declaram que a PNL é um instrumento para revelar padrões de realidade subjetiva, mas confundem tecnologia com técnicas de abordagem e não explicam, sem sombra de dúvidas, o que a tal "estrutura subjetiva do ser humano". A despeito de algumas de suas técnicas funcionarem, quando aplicadas na área profissional, é bom desconfiar e saber que a PNL não é, também, uma panacéia para todos os males e deixa muito a desejar no que diz respeito à transformação da conduta humana.
Finalmente, lembramos que a grande maioria das pessoas confunde, freqüentemente, cérebro, intelecto e mente, tema que já abordamos neste jornal. Queiram ou não os materialistas, a única realidade subjetiva só pode ser adquirida quando a criatura passar a conhecer-se como Força e Matéria, e disso não resta mais dúvidas. Só então, a pessoa aprenderá a utilizar a sua força de vontade com inteligência, equilíbrio e eficiência para o verdadeiro crescimento espiritual e no próprio proveito de sua evolução e progresso material.
Caruso Samel
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