Fique longe das drogas

Recentemente, autoridades iniciaram campanha contra o crack – droga feita a partir das sobras do refino de cocaína misturadas a outras substâncias, como amônia e bicarbonato de sódio, e que vicia e mata. O assunto veio à tona com o crescimento do consumo nos últimos cinco anos, e o Espaço Jovem de A Razão aproveita para chamar a atenção para os seus efeitos nocivos.

De acordo com o Ministério da Saúde, em menos de dez segundos o usuário de crack torna-se eufórico e hiperativo, sentindo também forte cansaço físico. Isso gera aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial. O uso da droga provoca ainda lesões no cérebro, causando perda de função de neurônios. Isso resulta em deficiências de memória e de concentração (e por, consequência, em altos índices de abandono escolar), oscilações de humor, baixo limite para frustração e dificuldade em manter relacionamentos afetivos.

O órgão federal lembra também que a fumaça do crack gera lesões nos pulmões, levando a disfunções, além de sangramentos na gengiva e corrosão dos dentes. Como já há um processo de emagrecimento, os dependentes ficam vulneráveis a doenças como pneumonia e tuberculose. Há evidências de que o crack causa problemas respiratórios agudos, incluindo tosses constantes, falta de ar e dores fortes no peito.

Nós, que somos leigos, até achamos que esses malefícios são comuns a todas as drogas, mas o mais importante aqui não é entrar na polêmica de qual droga faz mais mal à saúde (há os que acham que a maconha, por exemplo, não vicia nem produz efeitos nocivos ao organismo). O mais importante é nos mantermos longe dos vícios, lembrando que espíritos que tinham os mesmos vícios quando encarnados acompanham as pessoas com pensamentos e atitudes afins para sentirem as mesmas sensações que tinham quando estavam vivos.

Além disso, as histórias que envolvem os viciados em drogas são muito tristes: gente que passa a ser morador de rua por conta do vício, que se envolve com o tráfico, que deixa de estudar, que larga o trabalho, a família, os amigos, que acaba preso, indigente. Não é com isso que sonhamos para as nossas vidas. Portanto, devemos cultivar bons hábitos, com os esforços concentrados para coisas boas que incluem (e por que não?) festas, grandes amigos, viagens, conversas jogadas fora e regadas a refrigerantes e sucos (o álcool causa muitos males).

É preciso também burilar a nossa autoestima para gostarmos cada vez mais de nós mesmos e impedir que atraiamos coisas ruins. Uma fonte de inspiração, fora os livros da nossa querida doutrina racionalista cristã, é o poema de Fernando Pessoa:

"Para ser grande, sê inteiro
Nada teu exagera ou exclui
Sê todo em cada coisa
Põe quanto és no mínimo que fazes
Assim como em cada lago
A lua toda brilha, porque alta vive
"

 

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